Faixa - cronologia de fatos históricos e outras ocorrências

Século XXI

2020

  • Arquimedes Guedes Valença – reeleito em 15 de novembro o 42º prefeito de Buíque; é seu 5º pleito, estabelecendo assim um recorde municipal como o candidato que esteve na gestão municipal por mais vezes.
  • Às 15h do dia 1 de junho, é inaugurado o Hospital Maria Deci Macêdo Valença – nome dado em homenagem póstuma à esposa do prefeito em exercício (Arquimedes Guedes Valença). No local funcionava a Casa de Saúde Senador Antônio Farias.
  • Em 30 de abril, surge o primeiro caso de COVID-19 em Buíque, doença respiratória originada em Wuhan (China) que rapidamente se espalhou pelo mundo, matando milhares de pessoas. A doença chegou ao Brasil na quarta semana de janeiro, sendo notificada a primeira morte no país, no final fevereiro.
  • Em 29 de janeiro deixam a Matriz o Pe. Antonio da Silva Ferreira e o vigário cooperador Renato de Lima Estevão e tomam posse o Pe. José Rinaldo como novo pároco da Matriz e Erisson Monteiro, como novo vigário cooperador.
  • Em 27 de janeiro, no final da administração do Pe. Antonio da Silva Ferreira, inicia-se a mudança das janelas laterais à porta central da matriz de São Félix de Cantalice que passam a ser portas, constituindo assim 3 acessos frontais (como era de 1853 a 1925). As antigas portas foram fechadas em 1925, durante o pastoreio e administração do Pe. Otacílio Pimenta (1923-1928). A estrutura de 3 portas havia sido criada durante uma grande reforma promovida pelo Frei Caetano de Messina em 1853.

2019 – Encontrada pelo Padre Antônio da Silva Ferreira e o pesquisador Paulo César Barmonte, uma das pedras que demarcava as 500 braças de terras doadas pelo fundador da cidade Félix Paes de Azevedo, em 1753).

2018

  • O Serviço Geológico Brasileiro (CPRM), encontra por mapeamento, a presença de depósitos minerais de tório, ocorrências de ouro e celestita (usada para dar coloração verde aos equipamentos tecnológicos).
  • Em 27 de janeiro, Antonio da Silva Ferreira, torna-se o pároco da Matriz de São Félix de Cantalice.

2017

  • Em 31 de dezembro, o Padre Luiz Benevaldo dos Santos e o vigário cooperador Pe. Fábio de Lima dos Santos, deixam a Paróquia de São Félix de Cantalice.
  • Em 07 de agosto deste ano, o vigário cooperador Pe. Fábio de Lima dos Santos passa a compor o quadro da Matriz de São Félix de Cantalice.
  • Arquimedes Guedes Valença – 41º prefeito de Buíque, 4º pleito.

2014

  • Em 27 de fevereiro, Luiz Benevaldo dos Santos, torna-se pároco da Matriz de São Félix de Cantalice.
  • Em 26 de fevereiro, Pe. Carlos Eduardo Pereira dos Santos, deixa a Matriz de São Félix de Cantalice.

2013

  • No dia 24 de julho, morre Manoel Dantas Loyola – ex-cangaceiro que nos tempos de cangaço atendia pelo vulgo “Candeeiro”.
  • No dia 04 de fevereiro, morre o escritor Cícero Amorim Gallindo (Cyl Gallindo), em decorrência de uma bactéria, contraída após cirurgia para a retirada de um aneurisma.

2010

  • Em 29 de agosto, Pe. Carlos Eduardo Pereira dos Santos ingressa na Matriz de São Félix de Cantalice.
  • Em 28 de agosto, o Pe. Erivânio Moraes de Macedo, deixa a Matriz de São Félix de Cantalice.
  • Em 21 de março, o vigário cooperador, Pe. Antonio da Silva Ferreira, deixa a Matriz de São Félix de Cantalice.

2009

  • Em 03 de fevereiro, o vigário cooperador, Pe. Antonio Ferreira da Silva, ingressa na Matriz de São Félix de Cantalice.
  • Encontrada no sítio Charco a ossada de uma preguiça gigante que viveu na região entre 8 ou 10 mil anos. Os restos foram encontrados durante a escavação de um barreiro.
  • Jonas Camelo de Almeida Neto – 40º prefeito de Buíque, 1º e 2º pleito (permanecendo até 2016).

2007

  • O Parque Nacional do Catimbau passa a ser gerido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação (ICMBio).
  • Em janeiro deste ano, o vigário cooperador, Pe. João Paulo Queiroz Valença, ingressa na Matriz de São Félix de Cantalice, deixando-a em dezembro.

2006

  • Em 29 de dezembro, deixa a Matriz de São Félix de Cantalice, o Padre Ronaldo Bernardo de Lima.
  • Em 03 de fevereiro, ingressa na Matriz de São Félix de Cantalice, o Pe. Erivânio Moraes de Macedo.

2005 – Pelo Decreto Legislativo nº 877, de 2005, é aprovado o ato que autoriza a Associação de Movimento Cultural Pró-cidadão de Buíque a executar serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Buíque, Estado de Pernambuco. [Diário Oficial da União – Seção 1 – 10/8/2005, Página 3 (Publicação Original)].

2003 – Ocorre a primeira visita de um presidente da República à cidade, representada por Luiz Inácio Lula da Silva.

2002

  • Pelo Decreto Legislativo nº 509, de 2002, é aprovado o ato que autoriza a ASSOCIAÇÃO CULTURAL RÁDIO BUÍQUE FM a executar serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Buíque, Estado de Pernambuco. [Diário Oficial da União – Seção 1 – 24/12/2002, Página 78 (Publicação Original)].
  • É criado no dia 13 de dezembro deste ano o Parque Nacional do Catimbau. A área do parque abrange parte do território dos municípios de Buíque, Ibimirim, Tupanatinga e Inajá. O Parque foi criado pela relevância ecológica e beleza cênica, visando também assegurar proteção de um trecho do ecossistema de caatinga e a preservação de sítios arqueológicos. Em Buíque a área ocupada pelo parque corresponde a 12.438 hectares. [Diário Oficial da União – Seção 1 – 16/12/2002, Página 13 (Publicação Original)].
  • No dia 26 de maio, ocorre a inauguração da Biblioteca Municipal Graciliano Ramos.

2001 – Arquimedes Guedes Valença – 39º prefeito de Buíque, 2º e 3º pleitos (permanecendo até 2008).

2000

  • No dia 07 de setembro é inaugurada a Casa da Cultura Lenira Cursino de Freitas, no mesmo prédio do Museu Municipal.
  • Em janeiro, o vigário cooperador Pe. Marconi José Barbosa da Silva ingressa na Matriz de São Félix de Cantalice, deixando-a em dezembro do mesmo ano.

Século XX

1999

  • Em maio, o vigário cooperador Pe. José Gomes de Melo, ingressa na Matriz de São Félix de Cantalice, deixando-a em dezembro do mesmo ano.
  • Em 16 de fevereiro, o Pe. Ronaldo Bernardo de Lima, ingressa na Matriz de São Félix de Cantalice ao mesmo passo em que o Pe. Tarcísio José Weber, a deixa.
  • No dia 13 de janeiro, morre aos 115 anos – Cícero José de Farias (meu rei ou Sadabi). A morte do profeta adâmico põe fim a sua sociedade milenar.

1998 – No dia 11 de dezembro, durante o Governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso, entra em vigor  o decreto de demarcação administrativa da posse permanente do grupo indígena Kapinawá, promovida pela FUNAI (Fundação Nacional do Índio), com superfície de 12.403 ha, 9 ares, 17 centiares e perímetro de 55.609,26m, situada no município de Buíque. [Diário Oficial da União – Seção 1 – 14/12/1998, Página 26 (Publicação Original)].

1997

  • Em 16 de fevereiro, o Pe. Tarcísio José Weber (Missionário da Sagrada Família), ingressa na Matriz de São Félix de Cantalice.
  • No início deste ano, o Pe. Aloísio Raymundo Lunks (Missionário da Sagrada Família), deixa a Matriz de São Félix de Cantalice.
  • Dr. Blésman Modesto de Albuquerque – 38º prefeito de Buíque, 3º pleito (permanecendo até 2000).

1993

  • Dr. Dilson Souza Santos – 37º prefeito de Buíque (permanecendo até 1996).
  • Surge os Amigos do Bem, entidade sem fins lucrativos, constituída inicialmente por 20 pessoas que chegam à região para ajudar os menos favorecidos.

1992 – Neste ano, o Pe. Aloísio Raymundo Lunks (Missionário da Sagrada Família), ingressa na Matriz de São Félix de Cantalice.

1990

  • Em 05 de abril, foi promulgada a Lei Orgânica do Município de Buíque.
  • Em 26 de maio, foi inaugurado o Museu Eduardo José de Freitas (Museu Municipal de Buíque).

1989

  • Neste ano, o Pe. Alcides Francisco Cericato (Missionário da Sagrada Família), deixa a Matriz de São Félix de Cantalice.
  • Arquimedes Guedes Valença – 36º prefeito de Buíque (permanecendo até 1992).

1986 – Neste ano, o Pe. Alcides Francisco Cericato (Missionário da Sagrada Família), ingressa na Matriz de São Félix de Cantalice. É também o ano de saída do Pe. Ceslou Broszechi (Missionário da Sagrada Família).

1984 – O cacique José Bernardino Barbosa “Zé Bernardo” Inicia suas buscas por melhorias às comunidades indígenas. Dentre elas bombeamento da água da nascente para algumas casas, abastecimento duma lavanderia comunitária, instalação da rede elétrica, instalação de um posto de saúde, soluções para demarcação de territórios circunvizinhos e reestruturação do sistema educacional.

1983

  • José Camelo Neto – 35º prefeito de Buíque (permanecendo até 1988).
  • Os Kapinawá sob a liderança do Cacique João Soares Monteiro, entraram em conflito contra os grileiros do Fazendeiro Zuza Tavares e levaram a melhor. O ocorrido deu-lhes a fama de “caboclos de coragem”. No mesmo ano, foi implantado o posto indígena Kapinawá da Mina Grande.

1980

  • Morre no Recife em 14 de abril, o jurista buiquense: Dr. Soriano Neto. Escritor e um dos maiores jurisconsulto do país.
  • Neste ano, o Pe. Ceslou Broszechi (Missionário da Sagrada Família), deixa a Matriz de São Félix de Cantalice e ingressa o Pe. Josef Butkiewicz (Missionário da Sagrada Família).

1977

  • Pelo Decreto nº 80.414, de 27 de setembro de 1977, concede à Mineração Geral do Nordeste S.A. o direto de lavrar caulim no Município de Buique, Estado de Pernambuco. [revogado] [Diário Oficial da União – Seção 1 – 28/9/1977, Página 12907 (Publicação Original)].
  • Pelo Decreto nº 80.121, de 10 de agosto de 1977, é concedida à Mineração Geral do Nordeste S.A., o direito de lavrar caulim no Município de Buique, Estado de Pernambuco. [revogado] [Diário Oficial da União – Seção 1 – 11/8/1977, Página 10436 (Publicação Original)].
  • Neste ano, o Pe. Josef Butkiewicz (Missionário da Sagrada Família), ingressa na Matriz de São Félix de Cantalice, ano também de encerramento das atividades do Pe. Francisco Dera (Missionário da Sagrada Família).
  • Dr. Blésman Modesto de Albuquerque – 34º prefeito de Buíque, 2º pleito (permanecendo até 1982).

1976 – Cícero José de Farias (Meu Rei), vem para Buíque e cria uma comunidade milenar, na Fazenda Porto Seguro (Serra dos Breus – Catimbau), na época, também chamada de Reino Adâmico.

1973

  • Aníbal Cursino de Freitas – 33º prefeito de Buíque (tendo tomado posse em 31/01 e permanecendo até 1976).
  • No dia 21 de dezembro, Félix Honório de Farias, aos 73 anos, reclama as terras buiquenses como suas por direito. Apresentando documentos que comprovariam ser ele descendente direto do Almirante Pedro Álvares Cabral. Apesar de a documentação estar correta, Félix não conseguiu o que queria.

1972

  • O promotor Edilton Santana, é enviado a Buíque para combater o banditismo que tomava conta da cidade.
  • A capela de São Félix de Cantalice, deixa de ser filial da Matriz de Santo Antônio de Garanhuns.
  • Em 23 de dezembro deste ano, o ex-prefeito Jonas Camelo de Almeida, é assassinado a tiros em frente a sua residência.

1971

  • Ocorre uma nova invasão de flagelados em Buíque. Dessa vez, em Guanumbi com cerca de 500 pessoas em busca de alimento e água.
  • Em 10 de janeiro, ingressa o Pe. Francisco Dera (Missionário da Sagrada Família) ao mesmo passo em que sai o Pe. José Maria da Silva.

1970

  • Período em que indígenas e fazendeiros entraram em conflito devido a construção de cercas em território indígena. Estes últimos uniram forças e passaram a quebrar as cercas dando origem ao movimento do corte os arames.
  • Encontrada em Tupanatinga, certidão de 1920 atestando doação de terras aos indígenas da região do Macaco.
  • Sebastião França – administrador do cemitério de Buíque, encontra aos 40 anos, no Catimbau 3 ossadas com cerca de 2 mil anos. Foi o primeiro achado arqueológico da região. Sebastião França também descobriu neste mesmo ano a existência de caulim no terreno de um amigo.

1969

  • Em 12 de dezembro, ingressa o Pe. José Maria da Silva, sucedendo o Pe. José Kehrle que deixa a Matriz no mesmo dia.
  • São iniciadas as pesquisas no Vale do Catimbau, a partir de relatos de guias e moradores da região. Também foram iniciados os primeiros estudos no Sítio Arqueológico Alcobaça. Gabriela Martin era a pessoa a frente das pesquisas e no ano seguinte, foi responsável pela montagem e criação do Núcleo de Arqueologia da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco).
  • João de Godoy Neiva – 32º prefeito de Buíque (permanecendo até 30 de janeiro 1973).

1967

  • Aníbal Cursino de Siqueira – 31º prefeito de Buíque (permanecendo até 1968).
  • Em 14 de outubro, morre aos 84 anos, o Coronel Félix de França Monteiro, ex-prefeito de Buíque.

1963

  • Blésman Modesto de Albuquerque – 30º prefeito de Buíque (permanecendo até 1967).
  • Tupanatinga é elevada à categoria de município pela Lei Estadual nº 4.959, de 20 de dezembro deste ano.
  • Técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear, chefiados pelo geólogo Kazuo Fuzihawa encontram 15 afloramentos de urânio com abrangência de 20m².

1959 – Durante a missa campal de 7 de setembro, realizada pelo padre Francisco Dera, 4 ovelhas surgem no meio da multidão e ajoelham-se diante do altar no momento da consagração.

1959

  • Jonas Camelo de Almeida – 29º prefeito de Buíque (permanecendo até 1963).
  • Pelo Decreto nº 46.365, de 07 de julho de 1959, são dispostas as medidas necessárias ao desenvolvimento da criação de gado e da indústria leiteira, nos Municípios de São Bento do Una, Belo Jardim, Sanharó, Pesqueira, Arcoverde, Pedra, Buíque, Garanhuns, Poção, Bom Conselho e Alagoinha, no Estado de Pernambuco. [revogado] [Coleção de Leis do Brasil – 1959, Página 31 Vol. 6 (Publicação Original)].

1957 – A Lei Municipal nº 214, de 09 de novembro deste ano, transforma as vilas do Carneiro e Catimbau em distritos.

1956 – Coronel José Emílio de Melo – 28º prefeito de Buíque (permanecendo até 1959).

1954 – Descobertos vários afloramentos superficiais de urânio e depósitos de gesso em solo buiquense.

1952

  • Coronel Félix de França Monteiro – 27º prefeito de Buíque (permanecendo até 1955).
  • Buíque é invadida por 2000 flagelados da seca em busca de alimento e água. A ocorrência é representa o maior êxodo de flagelados ocorrido na região Nordeste.

1948 – Pela Lei Estadual nº 421, de 31 de dezembro deste ano. A grafia “Buique” recebe acentuação aguda no “i”.

1947

  • Em 19 de maio, ingressa o José Kehrle, um dos párocos mais influentes na história do município. Sendo ele o responsável pela construção da capela de Nossa Senhora das Graças, santa de sua devoção. Na mesma data deixa a Matriz, o Pe. Luiz Sampaio.
  • Em 27 de janeiro, deixa a Matriz, o Pe. Osvaldo Prinz.
  • Dr. José Cursino Galvão – 26º prefeito de Buíque (permanecendo até 1951).

1945 – Em 28 de janeiro ingressa na Matriz de São Félix de Cantalice (pela segunda vez), o Pe. Luiz Sampaio.

1943

  • Em 14 de março, ingressa na Matriz de São Félix de Cantalice, o Pe. Osvaldo Prinz.
  • A 10 de março, deixa a Matriz de São Félix de Cantalice, o Pe. Luiz Sampaio.
  • O Decreto-lei Estadual nº 952, altera o nome do distrito de Santa Clara para Tupanatinga e São Domingos para Guanumbi.
  • Jerônimo de Souza Neto – 25º prefeito de Buíque – interventor (permanecendo até 1947).

1942

  • Em 21 de fevereiro, deixa a Matriz de São Félix de Cantalice, o Pe. Noval José de Oliveira.
  • Em 28 de janeiro, ingressa na Matriz, o Pe. Luiz Sampaio.

1941 – José Nunes Vanderlei – 24º prefeito de Buíque – interventor (permanecendo até 1942).

1940 – Mário José de Carvalho – 23º prefeito de Buíque – interventor (permanecendo até 1941).

1939

  • Em 22 de abril, ingressa na Matriz de São Félix de Cantalice, o Pe. Noval José de Oliveira.
  • Em 21 de abril, deixa a Matriz, o Pe. Renato de Menezes, tendo passado um curto período na localidade, tendo ingressado em 18 de fevereiro.
  • Em 12 de fevereiro, deixa a Matriz de São Félix de Cantalice o Pe. Antonio Gomes de Andrade.
  • Dr. Solon Pereira de Araújo – 22º prefeito de Buíque – interventor (permanecendo até 1940).

1938

  • Luiz Tenório Cavalcanti (Lulu de Aquino) – 21º prefeito de Buíque – interventor (permaneceu por 1 ano).
  • A Lei Estadual nº 235, de 09 de dezembro deste ano, cria o distrito de Santa Clara, com território desmembrado de parte dos distritos de Buíque e São Domingos. O município agora aparece com três distritos: Buíque, Santa Clara e São Domingos.

1937 – Thomaz de Aquino Cavalcanti (vulgo “Seu” Quino) – 20º prefeito de Buíque – interventor (permaneceu 1 ano).

1935

  • Pelo Decreto nº 414, de 06 de novembro de 1935, é extinguida a Coletoria Federal de Buíque e Pedra – Estado de Pernambuco [revogado] [Diário Oficial da União – Seção 1 – 14/11/1935, Página 25026 (Publicação Original)].
  • Em 28 de maio deste ano, nasce o futuro escritor buiquense Cícero Amorim Gallindo.

1934 – Osório de França Galvão – 19º prefeito de Buíque – interventor (permanecendo até 1936).

1930

  • Manoel Batista de França (vulgo “Seu” Manoel de Liu) – 18º prefeito de Buíque – interventor (permanecendo até 1934).
  • Manoel dos Santos Araújo Cavalcanti – 17º prefeito de Buíque (permanecendo pouco tempo no cargo).
  • O distrito de São Domingos é criado e anexado ao município de Buíque pela Lei Municipal nº 112, de 16 de janeiro deste ano.

1929

  • Em 20 de maio, o Pe. Cesari Néri, deixa a Matriz de São Félix de Cantalice.
  • Em 02 de fevereiro, ingressa na Matriz o Pe. Antonio Gomes de Andrade.

1928

  • Gameleira foi desmembrada de Buíque através da Lei Municipal nº 1.931, de 11 de setembro deste ano, para constituir parte do território do município de Moxotó (atual Inajá), criada pela mesma lei.
  • Em 20 de maio, ingressa na Matriz de São Félix de Cantalice, o Pe. Cesari Néri.
  • Em 14 de abril, deixa a Matriz de São Félix de Cantalice, o Pe. Otacílio Pimenta.
  • Francisco Cordeiro de Albuquerque – 16º prefeito de Buíque (permanecendo até 1930).

1927

  • Em 20 de junho, nasce Jonas Camelo de Almeida (futuro prefeito de Buíque), filho de José Camelo de Siqueira e Ana Rosa Camelo de Almeida.
  • Na madrugada de 19 de maio, morre o cangaceiro buiquense Jararaca, torturado e enterrado vivo no cemitério de Mossoró.

1925 – Antonio Pereira Cavalcanti – 15º prefeito de Buíque (permanecendo até 1928).

1923

  • Em 14 de abril ingressa na Matriz de São Félix de Cantalice, o Pe. Otacílio Pimenta.
  • Em 07 de março, deixa a Matriz, o Pe. Fernando Guedes.
  • Com a renúncia do prefeito eleito em novembro passado: José Baptista de Souza; assume seu vice: Agostinho Pereira da Silva, permanecendo no cargo até 1925. Agostinho passa a ser o 14º prefeito de Buíque.

1922

  • Em 29 de julho, ingressa na Matriz de São Félix de Cantalice, o Pe. Fernando Guedes.
  • Em 21 de julho, deixa a Matriz, o Pe. Antônio José da Costa Rego.
  • José Baptista de Souza – 13º prefeito de Buíque. Porém, a gestão mais curta de todas – no dia 01 de janeiro do ano seguinte,  com a saúde debilitada renuncia ao cargo. Foi o seu 2º pleito.

1920 – O distrito de Gameleira de Buíque é denominado: Gameleira.

1919 – Francisco de França Monteiro – 12º prefeito de Buíque, 2º pleito (permanecendo até 1922).

1918

  • Em 29 de dezembro, ingressa na Matriz de São Félix de Cantalice, o Pe. Antônio José da Costa Rego.
  • Em 15 de dezembro, deixa a Matriz de São Félix de Cantalice, o Pe. José Apolinário de Holanda Martins.

1916 – Luiz de França Monteiro Junior – 11º prefeito de Buíque (permanecendo até 1919).

1915

  • No dia 10 de outubro deste ano, morre afogado na praia do Carmo – Olinda, aos 41 anos, o buiquense e Dr. Bento Américo. Na época, professor da Faculdade de Direito do Recife. Bento ficou famoso pelos artigos publicados no jornal “A Província”, do Recife. Foi também um dos fundadores do Ginásio Pernambucano. Seu corpo foi encontrado no dia seguinte, na praia de São Francisco e enterrado no cemitério de São João, em Olinda.
  • Em 29 de junho, (3 dias após sua saída), retorna a Matriz de São Félix de Cantalice, o Pe. José Apolinário de Holanda Martins.
  • Em 26 de junho deixa a Matriz, o Pe. José Apolinário de Holanda Martins.
  • Em 18 de maio, deixa a Matriz, o Pe. Frutuoso Rolim, tendo passado apenas 1 mês, havendo ingressado em 24 de abril.

1914

  • Pelo Decreto nº 10.954, de 24 de Junho de 1914, é criada mais uma brigada de infantaria de guardas nacionais no município de Buique, no Estado de Pernambuco [revogado] [Diário Oficial da União – Seção 1 – 26/6/1914, Página 7800 (Publicação Original)].
  • Nasce em 06 de outubro, Manoel Dantas Loyola (futuro cangaceiro: Candeeiro).
  • José Baptista de Souza – 10º prefeito de Buíque (permanecendo até 1916).

1912 – Antônio Feitosa Pereira Lima – 9º prefeito de Buíque (permanecendo até 1914).

1911

  • Em divisão administrativa o município é constituído de dois distritos: Buíque e Gameleira de Buíque.
  • Em função da renúncia do prefeito Francisco de França Monteiro, assume o cargo, seu vice: Severiano Pereira da Silva – 8º prefeito de Buíque (pernamnecendo até 1912).

1910

  • Em 05 de dezembro, ingressa na Matriz de São Félix de Cantalice, o Pe. José Apolinário de Holanda Martins.
  • Nasce em 13 de novembro deste ano, Austriclínio Bezerra de Andrade, futuro fundador do Sindicato Patronal Rural de Buíque.
  • Em 29 de maio, deixa a Matriz, o Pe. João Ignacio de Albuquerque. Uma das pessoas mais influentes na história da cidade. “Vigário João Inácio”, como era conhecido destacava-se por sua rispidez e moralidade. Foi o primeiro prefeito de Buíque.
  • Francisco de França Monteiro – 7º Prefeito de Buíque (permanecendo até 1911).

1907

  • Nasce em 06 de dezembro deste ano José Cursino Galvão (futuro médico e prefeito de Buíque), filho de Sabino Cursino dos Anjos (um dos maiores fazendeiros buiquenses da época) e Cecília Galvão.
  • Foi erigida a Via Sacra da Matriz de São Félix de Cantalice.
  • Tenente Coronel Manoel Rodrigues de Lima Oldrado – 6º prefeito de Buíque (permanecendo até 1910).

1904

  • Em 26 de maio, a Vila Nova de Buique recebe foros de cidade e passa a ser chamada Buique, pela Lei Estadual de nº 669. A  concessão do título de cidade é de caráter honorífico – não estando vinculada a qualquer mudança no regimento político e administrativo. O termo “cidade” concede ao habitante local o status de cidadão.
  • Tenente Coronel Antonio Cavalcanti de Albuquerque Melo – 5º prefeito de Buíque (permanecendo até 1907).
  • Graciliano Ramos e sua família, retornam para Alagoas.

1901

  • Em 25 de maio, nasce José Leite de Santana (futuro cangaceiro: Jararaca).
  • Comendador Antonio Ferreira Cavalcanti Badega – 4º prefeito de Buíque (permanecendo até 1904).

Século XIX

1898 – Tenente Coronel José Gomes dos Anjos – 3º prefeito de Buíque (permanecendo até 1901).

1896 – Em 02 de fevereiro deste ano, em Brejo da Madre de Deus, na Fazenda do Poço, falece Francisco Alves Cavalcanti Camboin, o Barão de Buíque, também conhecido por Barão do Poço.

1895

  • Nasce em 28 de junho, José Soriano de Souza Neto. Filho de Francisca Vieira Soriano de Souza e do Dr. Thomas Soriano de Souza – Juiz de direito da Comarca de Buique. Anos mais tarde, José Soriano se tornaria um dos maiores jurisconsulto do país.
  • Tenente Coronel Manoel Rodrigues de Lima Oldrado – 2º prefeito de Buíque (permanecendo até 1898).

1894 – O futuro escritor Graciliano Ramos e sua família vem morar em Buíque, vindos de Alagoas.

1893

  • A Lei Municipal nº2, de 18 de maio deste ano, divide o município em 4 distritos administrativos e judiciários: a Vila de Buique, a povoação da Gameleira, a povoação de Santa Clara (atual município de Tupanatinga) e Arraial do Mundo Novo. [ASSSIS, Virgínia Maria Almoêdo de. ACIOLI, Vera Lúcia Costa. Buíque Uma História Preservada. Poligraf. 2004, p. 184]
  • Buíque ganha autonomia municipal em 1 de abril deste ano, em conformidade com as disposições gerais da Lei Estadual nº 52 – Lei Orgânica dos Municípios, de 03 de agosto de 1892.
  • É reinstalada a Câmara Municipal de Buíque que passa a receber novo regimento.

1892 –Vigário João Inácio de Albuquerque – 1º prefeito republicano de Buique. Eleito em 21 de fevereiro, tendo tomado posse em 26 de março deste ano. Sendo seu vice, o Coronel Manuel Camelo Pessoa Cavalcanti. (permanecendo até 1895).

1891 – Pelo Decreto nº 245, de 2 de maio de 1891, é criado o Comando Superior de Guardas Nacionais na Comarca de Buique – Província de Pernambuco. [revogado] [Coleção de Leis do Brasil – 1891, Página 440 Vol. 1 pt. II (Publicação Original)]

1890 – A Câmara Municipal de Vereadores adquire sede própria, doada pelo Comendador Antônio Ferreira Cavalcanti Badega (Promotor Adjunto do Termo de Buique entre 1885-1886), que recebeu autorização do presidente provincial, Dr. Inocêncio Marques de Araújo Góes, para a aquisição do mobiliário necessário para seu funcionamento. [APEJE – Relatório do Presidente da Província de Pernambuco, 1886-1890, volume impresso.]

1889 – Em virtude da Proclamação da República, foram dissolvidas 51 Câmaras Municipais em Pernambuco, inclusive a de Buique. E, até que fosse definitivamente estabelecido o Estado, haveria um Conselho de Intendência Municipal, contendo 07 membros, sendo 01 deles o presidente – designado pelo Governador. O primeiro Intendente do Conselho Municipal de Buíque foi Alexandre de Albuquerque Cavalcanti, sob portaria de 18 de janeiro de 1889. Contudo, tomando posse do cargo em 02 de março de 1890.

1887 – Pela portaria de 18 de março deste ano,  é publicada a Tabela de Relação de proximidades das comarcas de Pernambuco, por ela seriam reguladas as competências dos respectivos juízes de direito. Sendo Cimbres a proximidade de Buíque e vice-versa. [ASSSIS, Virgínia Maria Almoêdo de. ACIOLI, Vera Lúcia Costa. Buíque Uma História Preservada. Poligraf. 2004, p. 184]

1881

  • Pela Lei Provincial nº1.542, de 13 de maio, a Pedra obtém o predicamento de vila/município.
  • Pelo Decreto nº 7.990, de 05 de fevereiro de 1881, é reorganizada a Guarda Nacional de Buique – Província de Pernambuco. [Coleção de Leis do Império do Brasil – 1881, Página 79 Vol. 1pt2 (Publicação Original)]

1878

  • Em 21 de abril, ingressa na Matriz de São Félix de Cantalice, Pe. João Ignácio de Albuquerque.
  • Em 20 de abril, deixa a Matriz, o Pe. Dionísio Pires Costa.

1877

  • Em 23 de agosto, ingressa na Matriz de São Félix de Cantalice, o Pe. Dionísio Pires Costa.
  • Em 26 de abril, deixa a Matriz, o Pe. Herculano Marques da Silva.

1876 – A Matriz de São Félix de Cantalice passa por grandes reparos realizados a mando do missionário capuchinho Frei Estêvão Maria de Hungria.

1875

  • Em janeiro, as autoridades do governo conseguiram conter as manifestações populares em quatro províncias do Nordeste, uma delas Buique. A punição para os acusados de serem quebra-quilos era o uso do “colete de couro” – um pedaço de couro cru envolto sobre o tórax e as costas que, após molhado, tendo secado – apertava contra o peito, causando lesões, problemas cardíacos e tuberculose.
  • A capela de Nossa Senhora das Graças, na Pedra é reformada pelo missionário capuchinho Frei Estevão Maria de Hungria.

1874

  • Em 19 de dezembro, a vila de Buique é invadida pelos quebra-quilos. Representantes de um movimento contra o novo sistema de pesagem imposto pelo governo. Os revoltosos entraram em conflito com autoridades locais num lugar denominado Alto dos quebra-quilos.
  • Casais indígenas que habitavam a área do Macaco, receberam títulos de posse de seus terrenos que inclui o Sítio Brejo de Fora, Julião e Lagoinha, Palmeira e Macaco, Mina Grande e Queimada Velha. Alguns dos títulos foram dados por recompensa participativa na guerra contra o Paraguai entre 1865 e 1870. Porém, não havia documentação de títulos em posse dos recebedores.
  • Nasce em 12 de junho, na Fazenda Barra-verde, Bento Américo Cavalcanti Sobrinho. Filho do Cel. José de Albuquerque Cavalcanti e Maria Alexandrina Cavalcanti. Anos mais tarde, Bento tornou-se professor na Faculdade de Direito do Recife.

1873

  • Em 26 de novembro, Buíque vira palco de um grande motim promovido por cidadãos armados com cacetes e peixeiras afiadas. As causas se devem a fixação dos editais da nova Lei dos cavalos às portas da igreja de São Félix. No confronto, a população saiu vitoriosa contra o destacamento policial da época.
  • Em 17 de agosto, ingressa na Matriz de São Félix de Cantalice, o Pe. Herculano Marques da Silva.
  • Ano de saída do Pe. José Teixeira de Mello.

1872 – Em 27 de março deste ano, um aviso vindo do Ministério de Agricultura, Comércio e Obras Públicas, ordenava o fim de todos os aldeamentos de Pernambuco.

1871

  • Instalada a Comarca de Buique em 04 de abril deste ano. Sendo Hircano Alves Maciel, o primeiro Juiz da comarca, classificada como sendo de 1ª entrância. [ASSSIS, Virgínia Maria Almoêdo de. ACIOLI, Vera Lúcia Costa. Buíque Uma História Preservada. Poligraf. 2004, p. 184]
  • Em 17 de maio deste ano, o então Cel. Francisco Alves Cavalcanti Camboin, Oficial da Imperial Ordem da Rosa, pelos serviços prestados ao Império, é agraciado por D. Pedro II com Decreto Imperial que o nomeara com o título Barão de Buíque.
  • O distrito de Águas Belas foi desmembrado de Buique e elevado a categoria de município pela Lei Provincial nº 997 de 13 de julho de 1871.

1870

  • Pelo Decreto nº 4.661, de 30 de dezembro de 1870, é declarada de primeira entrância, a Comarca de Buíque – Província de Pernambuco. [Coleção de Leis do Império do Brasil – 1870, Página 723 Vol. 1 pt II (Publicação Original)]
  • Pelo Decreto nº 4.660, de 30 de dezembro de 1870, marca-se o ordenado anual do Promotor Público da Comarca de Buíque – Província de Pernambuco. [Coleção de Leis do Império do Brasil – 1870, Página 723 Vol. 1 pt II (Publicação Original)].
  • Criação da Comarca de Buique pela Lei Provincial nº 956, de 12 de julho deste ano. Desmembrando-se então da Comarca de Garanhuns. Tendo como primeiro Juiz o Dr. João Hermano Alves Maciel.
  • Buique e demais cidades do sertanejas, vivencia uma das piores secas da história, agravada pela epidemia da varíola; a estiagem prolongou-se até o ano de 1875.

1868

  • Pelo Decreto nº 4.193, de 23 de maio de 1868, é criado o Comando Superior de Guardas Nacionais nos municípios de Buique e Bom Conselho – Províncias de Pernambuco. [Coleção de Leis do Império do Brasil – 1868, Página 567 Vol. 1 pt. II (Publicação Original)]
  • Pelo Decreto nº 4.265m de 29 de outubro de 1868, extinguido o Comando Superior de Guardas Nacionais dos Municípios de Buique e Bom Conselho, da Província de Pernambuco. [Coleção de Leis do Império do Brasil – 1868, Página 567 Vol. 1 pt. II (Publicação Original)]

1867

  • Pelo Decreto nº 4.034, de 04 de dezembro de 1867, cria um Esquadrão de Cavalaria de Guardas Nacionais no município de Buique, na Província de Pernambuco. [Coleção de Leis do Império do Brasil – 4/12/1867, Página 433 Vol. 1 pt II (Publicação Original)]
  • Pela Lei Provincial de 06 de maio, nº 561 é instalada a capela de Nossa Senhora da Conceição da povoação da Pedra. Tendo como primeiro vigário, o padre José Teixeira de Melo.

1862 – Em 04 de outubro deste ano é instalada a Agência dos Correios de Buique.

1860 – Pelo Decreto nº 2.596, de 19 de maio de 1860, cria o cargo de Juiz Municipal e de Órfãos no termo de Buique da Província de Pernambuco. [Coleção de Leis do Império do Brasil – 1860, Página 250 Vol. 1 pt II (Publicação Original)]

1855

  • Em novembro deste ano, a epidemia de cólera-morbo chega a Buíque, trazida por condutores de comboios. O Tenente Coronel José de Araújo Cavalcanti (que não era médico), teve papel crucial nos cuidados com os doentes. Tomou por missão ajudá-los, exigindo da Câmara apenas um ajudante para dedicar-se aos curativos feitos com tratamento caseiro. Os vereadores solicitaram às autoridades da capital o envio da “verdadeira cânfora do Japão”, azeite doce, óleo de rinício, álcool de 40 graus, amoníaco líquido, cloreto de sódio, seringas, esponjas, entre outros. [ASSSIS, Virgínia Maria Almoêdo de. ACIOLI, Vera Lúcia Costa. Buíque Uma História Preservada. Poligraf. 2004, p. 184]
  • Instalada em 16 de abril, a Câmara Municipal de Vereadores, em casa alugada pertencente a Lourenço de Albuquerque Cavalcanti, cujo primeiro presidente foi José de Albuquerque Cavalcanti.

1854 – Aniversário de emancipação política de Buíque – Nesta data, em 1954, a freguesia deixa de ser distrito de Garanhuns, sendo elevada a categoria de vila segundo a Lei Provincial no 337, da respectiva data. Constituindo-se município intitulado: Vila Nova de Buique; Águas Belas também foi desmembrada de Garanhuns, passando a ser distrito da vila buiquense que passa a ser composta por dois distritos: Vila Nova de Buique e Águas Belas.

1853 – Em 31 de julho, ocorre o ato solene do assentamento da pedra fundamental da nova igreja. Tendo em vista a precariedade do antiga capela que teve de ser demolida. A pedra fundamental foi assentada no local onde antes ficava a porta principal da capela. A nova construção agora tem a face voltada para o leste (antes para o Sul). E sua construção ocorreu por intermédio do Frei Caetano de Messina que tendo visto a precariedade da estrutura anterior, mobilizou a população para a construção do novo templo.

1851 – Em 05 de abril, ingressa o segundo pároco da Igreja de São Félix de Cantalice, o Pe. José Teixeira de Mello.

1850 – O governo das províncias declarou extintos os aldeamentos antigos e regularizou pela Lei de terras (Lei nº 601 de 18 de setembro de 1850) as propriedades em nome de fazendeiros que acumularam riquezas e prestígio político a partir da apropriação indevida de terras indígenas.

1836 – A povoação de São Félix de Buique deixa de ser jurisdição de Cimbres e volta a fazer parte da jurisdição de Garanhuns.

1802 – Uma grande seca atinge a região do Moxotó e um novo grupo indígena migram de Calancaló (Ibimirim) para o sítio Macaco.

Século XVIII

1798 – Em 11 de dezembro ocorre a confirmação régia da paróquia de São Félix de Cantalice.

1795 – A criação da freguesia foi confirmada por Alvará de 11 de dezembro deste ano, que também criou o distrito, subordinado a Garanhuns.

1793 – Em janeiro deste ano, se estabelece na recém construída Igreja de São Félix de Cantalice, seu primeiro pároco, o Pe. João Lourenço Paes Lelou.

1792

  • A povoação foi elevada a freguesia através de alvará régio expedido pela Rainha Dona Maria I, mãe de Don João VI.
  • A capela de Buíque deixa de ser filial da Matriz de Santo Antônio em Garanhuns para ser elevada a Matriz da freguesia de São Félix do Buique; Nesse período a seca e a fome assolavam a Capitania de Pernambuco.

1763 – A população de São Félix de Buique deixa de fazer parte da jurisdição de Garanhuns, em consequência da instalação da Vila de Cimbres no ano anterior, cuja jurisdição passou a pertencer.

1760

  • Em 22 de julho, fora instituída, nos Campos do Buique, o patrimônio duma capela na Pedra de Puxinanã (Pedra), sob a égide de Nossa Senhora da Conceição.
  • Índios Carnijós da Vila de Águas Belas, refugiam-se no sítio do Macaco, após acusação de terem sido responsáveis pela morte de seu diretor.

1754 – Foi concluída a construção da capela de São Félix de Cantalice. Neste ano, o patrimônio da capela foi acrescido de mais terreno no valor de 6$000, doado por Gonçalo Pereira de Morais – proprietário da Fazenda Mocó.

1753 – Em 27 de março, por decorrência do falecimento de Nicácio Pereira Falcão – irmão de Félix Paes de Azevedo, este doa metade de suas terras aos sobrinhos: Julião de Matos Garcês e Francisca dos Prazeres, como dote de casamento. Sendo parte das terras doada em 500 braças quadradas ao patrimônio da capela de São Félix de Cantalice que seria brevemente erigida.

1752 – Começa a ser erigida a Capela de São Félix de Cantalice na fazenda da lagoa.

1746 – Período em que índios Carnijó, Paraquió e Xocó passam a atacar fazendas no entorno da Ribeira do Ipanema para reivindicar terras tomadas por brancos.

1738 – O Mestre de campo, Pantaleão de Siqueira Barbosa, acompanhado  de seu irmão Manuel José de Siqueira, veio tomar posse de terras adquiridas nos atuais municípios de Sertânia, Custódia, Inajá, Águas Belas e Buíque: onde fundou as fazendas Jeritacó (em que residiu e construiu uma capela sob a invocação a Sant’Ana); Salgado, Cacimbinha (Xilili), Itapicuru e Brejo de São José – hoje parte do Parque Nacional do Catimbau.

1726 – Em 28 de agosto deste ano, o Capitão Matias Ferreira Luiz vende o sítio Catimbau, adquirido por sentença judicial, de Francisco de Abreu e Maria Fernandes Barbosa (esposa de Francisco). O novo dono das terras do Catimbau passa a ser Gonçalo Pereira de Moraes.

1725 – Em 22 de novembro deste ano, o Conde de Sabugosa (Vice-rei do Brasil) recebe do coronel Pedro Barbosa Leal uma carta com informações detalhadas sobre as minas de prata descobertas em 1614 na região dos Campos do Buique. O documento foi descoberto por J. Capistrano de Abreu que publicou o texto na íntegra à Revista da Secção da Sciedade de Geografia de Lisboa, no Brasil, 2ª série, nº 1 e 2, p. 12-22 e 66-78. Também reproduzido no livro de Varnhagen – tópico II, secção XXIV.

1716 – Falece o herdeiro Pedro Aranha Pacheco; Em 19 de novembro, a viúva Maria de Matos da Costa, vende as terras da Fazenda da Lagoa aos irmãos Félix Paes de Azevedo e Nicácio Pereira Falcão pelo valor de 400 mil réis.

1710 – Um período de estiagem abala o Estado de Pernambuco, provocando grande crise financeira com lavoura escassa e a miséria batendo à porta. Nesse ano foi criada a Comarca de Alagoas, no qual faziam parte o sertão do Ipanema, os Campos do Buique, o sertão das Rodelas, os Campos dos Garanhuns e parte do Ararobá.

1709 – Em 20 de maio, foi expedida provisão régia ao governador, ordenando a suspensão dos trabalhos de mineração e fabrico de salitre, no qual foram mandados de volta para Lisboa, os oficiais vindos de lá. Mandou também que vendessem a fazenda de gado e éguas. A justificativa tinha por base a não correspondência do lucro sobre as despesas devido à distância até a costa e as estradas ruins e sem pontes que dificultavam a passagem dos carregamentos. Por outro lado, o cultivo de terras e o povoamento da região prosseguiu.

1706 – O ajudante Bernardo de Alemão Cisneiros é nomeado novo administrador e tesoureiro das minas de salitre, exercendo a função até o término das explorações.

1704 – João Rodrigues, mestre salitreiro – havendo analisado a região de Buique, encontrou 2 minas – a mais distante não chegava a 2 léguas de distância. Diante disso, indicou a transferência da oficina para alguma dessas. [ASSSIS, Virgínia Maria Almoêdo de. ACIOLI, Vera Lúcia Costa. Buíque Uma História Preservada. Poligraf. 2004, p. 184]

1702 – Pela provisão de 11 de agosto, é nomeado administrador das minas de salitre, Inácio de Moraes Sarnento, sendo seu tesoureiro, o ajudante Manoel Marques. [ASSSIS, Virgínia Maria Almoêdo de. ACIOLI, Vera Lúcia Costa. Buíque Uma História Preservada. Poligraf. 2004, p. 184]

1701 – Em 3 de junho deste ano, o Coronel Leonel de Abreu e Lima recebe do governador D. Fernando Martins Mascarenhas de Lencastro, o cargo de Administrador das Minas e Salitre. Este ganhou várias terras nos brejos das terras onde o salitre era encontrado. Leonel foi o fundador da Fazenda Cabo do Campo (hoje, distrito de Tupanatinga). Neste ano, iniciam-se os trabalhos de exploração do salitre na região.

1700 – Por meio de Carta Régia, em 2 de dezembro deste ano, a Coroa portuguesa – através do Governo da Metrópole, ordena a criação de uma fazenda pastoril, enviando no lugar do Buique, 80 casais de indígenas domesticados para a exploração do salitre. Além de 50 vacas tomadas aos contratadores dos dízimos reais e 4 éguas compradas para então ser levantado um aldeamento com as terras necessárias para a cultura. A medida foi tomada com objetivo de regularizar os trabalhos de extração mineral e logo atraiu grande quantidade de operários e especuladores. O salitre extraído seria usado, principalmente, para a fabricação de pólvora.

Século XVII

1698 – Em 01 de fevereiro deste ano, emitiu-se uma ordenação por carta régia, autorizando a mineração da jazida e o estabelecimento de oficinas para tal serviço. Para dirigir os trabalhos, fora convocado de Lisboa o engenheiro João Rodrigues que procedeu o exame das nitreiras.

1697 – O governador Caetano de Melo de Castro é comunicado sobre a descoberta duma jazida de salitre, situada a poucas léguas da margem setentrional do rio São Francisco. O mesmo mandou Bento Surrel Carrilho examinar a área, ele seguiu em companhia de do coronel Leonel de Abreu e Lima. Ambos regressaram para o Recife com 78 arrobas de terra salitrosa.

1696 – Descoberto nas terras dos Campos do Buique, abundantes jazidas de salitre.

1670 – Em 29 de outubro deste ano, falece Nicolau Aranha Pacheco, natural de Arcos de Valdevez (Portugal) e enterrado em São Francisco (freguesia portuguesa do conselho de Alcochete).

1659 – Fora acrescida mais uma sesmaria em 10 léguas em 4, com limite nas terras de Garanhuns. As sesmarias dos Aranha Pacheco incluíam as terras de Angelim, Brejão, Caetés, Garanhuns, Palmeirinha, Paranatama, Saloá, São João, Teresinha, Águas Belas, Buíque e Pedra.

1658 – O Governador André Vidal de Negreiros concede em 29 de dezembro, a Ambrósio Aranha, Antônio Fernandes Aranha, Cosme Brito Cação e Nicolau Aranha Pacheco, com vinte léguas em quatro, as terras próximas ao rio Cabaços, divididas em 2 lotes alternados, um no Ipanema e outro nos Campos dos Garanhuns.

1640 – Maurício de Nassau, durante fala de encerramento de assembleia legislativa, recomenda a exploração do salitre existente em Pernambuco.

1614 – Sertanistas adentravam o interior do Estado pelos sertões do Ararobá – região do rio Ipanema – em busca de minas de prata que haviam sido descobertas no território equivalente aos Campos do Buique.

Século XVI

1534 – As terras equivalentes aos Campos do Buique passaram a fazer parte da Capitania de Pernambuco, representada por Duarte Coelho.

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