Trilhas do Catimbau

O parque possui trilhas de diferentes níveis de dificuldade e atrações, como formações rochosas, cavernas, cânions e sítios arqueológicos. A beleza paisagística é tanta que para caminhadas mais leves ou mais difíceis, há sempre algo grandioso a ser apreciado com satisfação. Confira algumas das trilhas mais visitadas do Parque:

 

TERRITÓRIO: BUÍQUE

Trilha da Cachoeira - Catimbau

Cachoeira do Catimbau

Imagem: autor desconhecido

Localizada na parte sul da Chapada de Jerusalém, há 850m da Vila do Catimbau. O volume de água da cachoeira varia conforme a intensidade das chuvas. As águas que correm no local são de curso sazonal. No verão não há qualquer sinal de água. A cachoeira, proporciona belas imagens e atrai vários visitantes. Foi um dos cenários da novela “Mar do Sertão”, produzida pela Rede Globo de Televisão em 2022.

Morro do Pititi - Catimbau - Buíque II

Morro do Pititi

Imagem: Barmonte

Popularmente conhecido como Pedra do Cachorro por se assemelhar ao formato de um cão (dependendo do ângulo em que é visto), o Morro do Pititi tem esse nome oriundo do tupi. Sendo Pititi o nome dado a uma prensa usada para moer mandioca. É possível que o nome tenha sido dado pela existência de uma casa de farinha no local. O morro é o principal ícone do Parque Nacional do Catimbau e o que primeiro é avistado ao chegar na Vila. Em sua base foram encontrados os primeiros esqueletos humanos do Parque e a partir destes, começaram a ser feitas as pesquisas sobre os antigos habitantes indígenas da região.

Serra as Torres (17)

Serra das Torres e Lapiás

Imagem: Barmonte

O acesso até o local se dá pela Estada Norte da Vila do Catimbau, a Serra está localizada a 2,8km. Com aproximadamente 1 km de distância da Vila, segue-se à estrada do lado direito de uma bifurcação, o sítio fica há 1,8km dali. O topo possui formato de mesa e contém 14 formações em arenito bastante resistente que se assemelham a um conjunto de torres, daí vem a origem do nome. Abaixo das Torres, observa-se de longe o afloramento da formação Tacaratu. Estruturas alveolares (em formato de favo de mel), formadas pela água das chuvas que, com o tempo, diluíram materiais solúveis contidos na rocha, formando cavidades nas rochas, passíveis de se tornarem maiores com o tempo. Esse setor abrange coloração mista que varia do crème ao amarelo, laranja e vermelho que trazem beleza singular ao local. São resultados de um processo de oxidação. Esse trecho é conhecido como Lapiás (ou lapiaz).

Do alto da Serra das Torres observa-se o curso do Riacho do Catimbau e a Serra Branca, a Chapada de Jerusalém, o Morro do Pititi (ou Pedra do Cachorro) e a Pedra do Elefante (Aldeia Mina Grande).

A formação das torres tem origem em processos de intensas condições climáticas, combinadas as fraturas nas estruturas e a composição sedimentar que com o tempo preservara as camadas mais resistentes.

Pintura rupestre - Alcobaça

Sítio Arqueológico Alcobaça

Imagem: Barmonte

O acesso ocorre via estrada, no Distrito do Carneiro, ao lado direito para quem vem de Arcoverde para Buíque na PE-270. Seguindo em frente e sem desvios, após 10,2km chega-se ao local de apoio e a partir dali o passeio é feito a pé, por uma faixa estreita de areia. Nas proximidades do paredão que é da formação Tacaratu, é preciso fazer silêncio por causa da presença de enxames de abelhas pelas bases da Escarpa da Chapada de São José. A área contém o maior painel com grafismos rupestres, alguns sobrepostos e todos identificados como sendo da Tradição Agreste, cuja característica é a presença de desenhos com maior porte, diferentemente da tradição Nordeste.

Catimbau - Trilha dos homens sem cabeça

Sítio dos Homens sem Cabeça

Imagem: Barmonte

Essa é uma das pinturas rupestres mais preservadas do Parque, embora exposta às ações do tempo. A cena é vista como uma cena de luta entre tribos rivais. porém, há quem veja, ao invés disso, uma cena de caça, onde indivíduos cercam um estranho animal. O fato é que a figura aguça a imaginação de quem a vê, permitindo uma espécie de viagem no tempo. A paisagem no entorno ajuda a recriar o ambiente de outrora, tornando o passeio ainda mais interessante. Próximo a esse local, têm-se por rota final, o chapadão. outro ponto turístico que permite o vislumbre do vale em posição panorâmica para assistir o espetáculo natural do pôr-do-sol no local.

Catimbau - Santuário

Santuário

Imagem: PC Cavalcanti

O local conhecido como Santuário, tem esse nome por acreditarem os mais antigos de que se trata de um lugar sagrado usado por indígenas para a prática de pajelanças. A formação rochosa cujo centro é plano, está cercado por elevações acinzentadas formando gomos que se inteiram. Formação decorrente das chuvas, que com o passar dos séculos, distribuiu os sedimentos em arenito, moldando as rochas, achatando-as e contornando-as, resultando numa formação semelhante à encontrada no Vale das Tartarugas.

O santuário provoca nos visitantes a sensação de estar num lugar místico e possui beleza singular. No percurso, há presença de várias pedras furadas que servem como molduras para a paisagem que se revela durante o passeio.

Catimbau - Santuário

Umburanas

Imagem: autor desconhecido

Está a 11,6 km da Vila do Catimbau. Para chegar lá, após a Pedra do Dragão, o visitante deve seguir 2,4 km ao Norte e na bifurcação, dobrar à direita permanecendo por mais 1 km, até dobrar novamente à direita e seguir por mais 1,2 km.

Catimbau - Santuário

Vale das Tartarugas

Imagem: Barmonte

Está localizado há 450m (NE) da Serra das Torres. As rochas desse local apresentam formato peculiar. São polígonos semelhantes aos do casco de uma tartaruga, formados por erosão superficial provocada pela ação das chuvas, cuja infiltração possibilita o alargamento dos blocos. As rochas desse setor também fazem parte da formação Tacaratu. No local há uma estrutura isolada que muito se assemelha a uma tartaruga sobre o solo.

TERRITÓRIO: TUPANATINGA

Igrejinha - Catimbau

Igrejinha

Imagem: Barmonte

O acesso se dá por estrada, na bifurcação do km 9,4, lado direito. Seguindo por cerca de 2 km. Duas grandes estruturas com formação em arco se destacam no meio da paisagem onde no solo, o barro alaranjado se alterna para a areia branca. A formação rochosa (uma das mais visitadas do Parna) é chamada “igrejinha” graças à estrutura em colunas contendo um arco vasado no centro, tal qual a porta principal de uma igreja. Formato erosivo adquirido graças à ação do vento e das chuvas ao longo do tempo. Apesar de a estrutura arqueada ser a mais conhecida, próximo a ela há outra formação rochosa de maior porte também contendo a aparência de uma espécie de templo, de fácil acesso e com uma pequena fenda na parte central.

Pela facilidade do acesso via estrada e sem obstáculos, visitantes idosos, pessoas especiais e crianças, estão entre os visitantes do local.

Canion Riacho do Macaco

Cânion do Riacho do Macaco

Imagem: autor desconhecido

Localiza-se a 25,6km (Noroeste) de Buíque. Pela estrada que leva ao Vale do Julião, segue-se por 3,8km ao Norte. As rochas do Cânion são da formação Tacaratu e foram moldadas pelo riacho que é perene, ou seja, a vasão ocorre somente nos períodos chuvosos.

Cerca de Pedras - Catimbau

Cerca de Pedras

Imagem: autor desconhecido

Localizado a 20 km da Vila do Catimbau, o acesso se dá pela estrada Norte do Parque, na bifurcação para a trilha dos Breus, estende-se por 6,2 km à esquerda e, em seguida, toma a trilha à direita. A cerca é uma estrutura rochosa de formação Tacaratu e rica em quartzo, possui cerca de 1km de comprimento e aproximadamente 10m de altura.

Pedra Furada - Fazenda Porto Segro

Mirante dos Breus

Imagem: Barmonte

Localizado a 15,3 km da Vila do Catimbau com acesso feito por estrada de terra. Na bifurcação que leva até o sítio Igrejinha, segue à esquerda por 3,8 km e dobra à direta, chegando à Fazenda Porto Seguro. É a partir dela que começa a caminhada. O local é rico em pontos de visitação que rendem boas fotos a partir de mirantes. As rochas fazem parte da borda Norte da Bacia do Jatobá e contém alguns abrigos usados por indígenas primitivos.

Pectogravuras - Serra dos Breus (1)

Inscrições em baixo relevo (tradição itaquatiara) – imagem: Barmonte

Abrigo da pilastra - Serra dos Breus

Abrigo primitivo – imagem: Barmonte

Um dos atrativos locais de fácil acesso é um painel rupestre composto por inscrições em baixo relevo (tradição itacoatiara ou itaquatiara) contendo linhas e círculos alternados, intercalados com figuras de mãos e outros símbolos que configuram traços da vegetação local. Nas proximidades há mirantes com vista para um grande Vale, com pedras furadas a enquadrar outras formações rochosas. A trilha pode ser estendida até outros pontos, elevando-se para o nível moderado na trilha Itakiriri (pedra do descanso) e até a caverna dos morcegos-vampiro.

Catimbau - Pedra da Galinha

Pedra da Galinha

Imagem: Barmonte

Está localizada no território de Tupanatinga, nas proximidades da Serra dos Breus. A formação rochosa tem um formato que dependendo do ângulo assemelha-se a uma galinha e pode ser visto do topo da Serra dos Breus, acessível a partir da Fazenda Porto Seguro.

Pedra Itaquiriri I - Catimbau

Pedra Itakiriri

Imagem: Barmonte

O caminho até o local desse antigo abrigo rochoso se estende a partir da Fazenda Porto Seguro, passando pelo mirante dos Breus. O percurso é rico em formações rochosas peculiares que rendem boas fotos. Há muita areia em alguns trechos que tornam o retorno enladeirado mais cansativo. Contudo, um trajeto que vale a pena conferir. No final da trilha, há uma caverna em formato de olho com passagem para a beira da vertente de um riacho perene. No local onde ocorre a queda d’água (período chuvoso), um novo ângulo do vale, revela a beleza da paisagem e um silêncio único, sossegado.

O termo Itakiriri, vem do tupi: itá (pedra) + kiriri (descanso, sossego). O local serviu de abrigo temporário para grupos indígenas da região que atravessavam a serra do Catimbau em busca de água e alimento.

Vale do Julião - Tupanatinga-PE

Vale do Julião

Imagem: autor desconhecido

Fica a 22,4km de Buíque (Sudoeste). Está localizado entre as Serras do Julião e do Pinga. Por Tupanatinga, segue-se pela PE-270 e pega uma estrada à direita, no povoado Cabo do Campo por 4,9km. O Sítio Julião é parte das terras da reserva indígena Kapinawá, estendendo-se por Buíque, Tupanatinga e Ibimirim numa área de 12.000ha.