Preguiça-gigante

Os restos de mastodonte encontrados no Sítio Charco

O Museu de Buíque guarda entre outros resquícios primitivos, os restos de um animal encontrado no sítio Charco em julho de 2013, na propriedade do agricultor José Pereira Sobrinho (Noel Patrício). Trata-se de ossos petrificados de um dos ícones da megafauna brasileira: o mastodonte. Animal extinto no final do pleistoceno, entre 10 mil e 11 mil anos atrás.

O agricultor notificou o então Secretário da Cultura: Blésman Modesto de Albuquerque que, encaminhou os ossos para o museu da cidade e em posterior escavação, outra parte fora retirada pelo então diretor do museu: Roberval Ramos.

Os primeiros fósseis de megafauna Pleistocênica do Nordeste do Brasil foram encontrados no século XVIII. O mastodonte, conhecido como Haplomastodon waringi viveu no Nordeste há cerca de 49 mil anos. O animal ultrapassava em tamanho um elefante contemporâneo, exibindo presas que podiam alcançar até 1,5 metro de comprimento, arqueadas para cima. Vivendo em grupos, sua dieta consistia principalmente de brotos, arbustos e capim. Os dentes cresciam ininterruptamente, sendo substituídos conforme se desgastavam.

Infelizmente, não se pode saber muito a respeito da ossada encontrada no charco, visto que o material foi removido do local antes de ser analisado por uma equipe de profissionais – o que poderia determinar a posição em que pereceu entre outras  informações. Os procedimentos comuns a serem feitos diante de um achado desse tipo em qualquer região do Estado de Pernambuco é primeiramente isolar a área e notificar o departamento de Arqueologia da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, para que o achado seja adequadamente manuseado por profissionais.


FonteBARMONTE, Paulo César. Os restos de mastodonte encontrados no Sítio Charco.

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Publicitário, fotógrafo e pesquisador da história buiquense.

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