Preguiça-gigante

A Preguiça-gigante encontrada no charco

O Museu de Buíque guarda entre outros resquícios primitivos, os restos de um animal encontrado no sítio Charco em julho de 2013, na propriedade do agricultor José Pereira Sobrinho (Noel Patrício). Trata-se de ossos fossilizados de um dos ícones da megafauna brasileira: a preguiça-gigante. Animal que viveu entre 8 e 10 mil anos.

O agricultor notificou o então Secretário da Cultura: Blésman Modesto de Albuquerque que, encaminhou os ossos para o museu da cidade e em posterior escavação, outra parte do achado foi retirado do local pelo então diretor do museu: Roberval Ramos.

Também chamada de Megatherium (megatherium americanum), cujo significado é “besta gigante da américa”, é uma espécie nativa das américas do Norte e Sul que teria surgido no período Mioceno (há 17 milhões de anos) e tem parentesco próximo das preguiças e tamanduás atuais. A espécie era abundante no período pleistoceno (quando um grupo de mamíferos apresentava tamanhos agigantados). O animal chegava a medir cerca de 4 metros e pesava 4 toneladas quando adulto. Tinha garras grandes e fortes – úteis para coleta de alimento ou para a própria defesa contra predadores. Era herbívoro; vivia no chão e passava o dia comendo folhas de árvores e arbustos, apoiado sobre as laterais dos pés e não nas solas devido o comprimento das unhas que o impedia de manter as patas retas no solo. Há suposições no meio científico de que o animal tivera uma língua preênsil e alongada, semelhante a do tamanduá.

O colosso das américas foi extinto pelo maior de seus predadores – o homo sapiens. A vulnerabilidade do animal diante do homem e a oferta de grande quantidade de carne e couro para confecção de vestimentas fazia da preguiça-gigante uma das presas mais atraentes do mundo primitivo.

Infelizmente, não se pode saber muito a respeito da ossada encontrada no charco, visto que o material foi removido do local antes de ser analisado por uma equipe de profissionais – o que poderia determinar a posição em que pereceu entre outras  informações. Os procedimentos comuns a serem feitos diante de um achado desse tipo em qualquer setor do Estado de Pernambuco é primeiramente isolar a área e notificar o departamento de Arqueologia da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, para que o achado seja manuseado por profissionais.


Por: BARMONTE, Paulo César. A preguiça-gigante encontrada no Sítio Charco.

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Publicitário, fotógrafo e pesquisador da história buiquense.

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