Buíque

Origem do nome Buíque

¹Etimológicamente, a palavra Buíque, segundo Alfredo de Carvalho, quer dizer “sal da terra”, ou seja, uby, ubú, bú-yiqui. Versão que contradiz a que admite o significado do vocábulo como sendo de origem Tupi e que significa boy=cobra – que=aqui, o mesmo que lugar de cobras.

Outra versão é apontada por Sebastião Galvão que informa ser a expressão originária do fato de os índios utilizarem-se do osso do fêmur humano para fazer um búzio ou trombeta que emitia sons que fazia eco semelhante a buíque, buíque, etc.

Cidade

A área que corresponde à cidade foi doada em sesmarias aos irmãos Aranha Pacheco, pouco depois da expulsão dos Holandeses em Pernambuco como premiação da Coroa Portuguesa mediante movimento intitulado por “Restauração Pernambuca”. Não diferente de outras cidades da região, sua fundação se deu nos entornos de uma capela erigida em atenção a São Félix de Cantalice.

Inicialmente chamada de Campos do Buíque, recebeu denominação de Vila Nova de Buíque em 12 de maio de 1854, deixando de ser distrito de Garanhuns. Em 26 de maio de 1904 Buíque recebe foros de cidade, por força de Lei Estadual de número 669.

Dados geográficos

De acordo com o último senso realizado pelo IBGE [2016], a área da unidade territorial corresponde a 1.320,871 km², altitude: 798m acima do nível do mar; Buíque está há 285km da capital, via BR-232 e a população média para 2017 é de 57.696 habitantes. Bioma predominante: caatinga.

O município é formado pelos distritos: Sede, Carneiro, Catimbau e Guanumbi e, pelos povoados de Tanque, Amaro e Riachão. Faz fronteira ao norte com os municípios de Arcoverde e Sertânia, ao sul com Águas Belas, a leste com Pedra e a oeste com Tupanatinga e Itaíba.

Está inserido predominantemente na unidade geoambiental do Planalto da Borborema, formada por maciços e outeiros altos, com altitude variando entre 650 a 1000 metros. Ocupa uma área de arco que se estende do sul de Alagoas até o Rio Grande do Norte.

Relevo

O relevo é geralmente movimentado, com vales profundos e estreitos dissecados. Com respeito a fertilidade dos solos é bastante variada, com certa predominância de média para alta. Ocorrem ainda no centro e a noroeste do município áreas inseridas nas unidades geoambientais das Depressões Sertanejas e das Bacias Sedimentares, respectivamente.

A área principal da unidade é recortada por rios perenes, porém de pequena vasão e o potencial de água subterrânea é baixo. A vegetação desta unidade é formada por Florestas Subcaducifólica e Caducifólica, próprias das áreas agrestes.

Nas superfícies, suave onduladas a onduladas, ocorrem os planosolos, mediamente profundos, fortemente drenados, ácidos à moderadamente ácidos e fertilidade natural média. Ainda nos Podzólicos, que são profundos, textura argilosa e fertilidade natural média a alta.

Nas elevações ocorrem os solos Litólicos rasos, textura argilosa e fertilidade natural média. Ocorrem ainda, afloramentos de rochas.

A província Borborema, sendo constituída pelos litotipos dos complexos Cabrobó, Belem de São Francisco e Vertentes, dos Granitóides Indiscriminados, das Suítes intrusiva Leucocrática Peraluminosa e Calcialcalina de Médio a alto Potássio Itaporanga, da formação Tacaratu e pelos Depósitos Colúvios-eluviais.

PREFEITO

Arquimedes Guedes ValençaArquimedes Guedes Valença – Eleito pelo quarto mandato no município [1989, 2001, 2008, 2017]. Foi Presidente da Cooperativa Agropecuária de Buíque e considerado o maior produtor de leite bovino de Pernambuco, recebendo por três anos consecutivos, o título de melhor produtor do município na produção de leite, milho, feijão e algodão – Prêmio de Produtividade Rural, conferido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Pernambuco – EMATER-PE.

VICE-PREFEITO

Dr. Dilson Souza SantosDr. Dilson Santos – É médico e foi secretário de saúde, prefeito, vereador no município por dois mandatos e vice-prefeito em 1988, retornando como vice-prefeito em 2017.

POPULAÇÃO

População estimada em 2017 | 57.696 pessoas
População estimada no último censo em 2010 | 52.105 pessoas
Densidade demográfica [2010] | 39,18 hab/km²

TERRITÓRIO E AMBIENTE

COORDENADAS GEOGRÁFICAS

ECONOMIA

¹Buíque tem sua economia fundamentada na agropecuária e, graças ao clima mais ameno nele prevalente e à potencialidade turística do Vale do Catimbau, vem buscando, no turismo, na fruticultura e na pecuária, incrementar suas atividades econômicas.

Plantio

Os produtos agrícolas de maior expressão na região são o feijão, o milho e a mandioca, cultivados com poucos recursos tecnológicos. Trata-se, o mais das vezes, de uma produção familiar.

Pecuária

A atividade pecuária é desenvolvida, predominantemente, em regime de criação semi-extensiva, com o efetivo criado em pastagens nativas. Esta atividade registra baixos rendimentos e se encontra bastante vulnerável nos períodos de estiagem, em face da pequena disponibilidade de aguadas, da falta de armazenagem de forragem e de mineralização do rebanho.

TURISMO

Serra Grande

²Buíque é a porta de entrada do Parque Nacional do Catimbau que abrange ainda terras de Tupanatinga, Ibimirim e Sertânia, tem sua valoração, além da paisagem, nas formações rochosas, flora e fauna características do bioma caatinga – pelos vestígios arqueológicos.

Arqueologia

Enterramentos, registros rupestres ou materiais líticos – são motivos que apontam a principal motivação para um maior fluxo dos segmentos de turismo pedagógico, ecológico e cultural, que ocorrem atualmente.

Comunidade Indígena

A presença da reserva indígena Kapinawá, contígua a à rea do Parque, oferece rica oportunidade de acesso à cultura indígena já incorporada na região, como o artesanato em palha e a apresentação do Toré.

Além dessas manifestações culturais, a região possui outras expressões sob a forma de atesanato: cestaria e trançados, produzidos feitos com fibras naturais (sisal, coco, ouricuri, caroá) e diversos tipos e cipós.

Os produtos são variados: dos caçuás (grandes cestas que, lateralmente no dorso dos animais, transportam produtos agrícolas) a  cestos de pães e de roupas, esteiras, bolsas, chapéus, abanos, chinelas, cordas, peneiras, etc.

O turismo rural é ainda pouco explorado. Para quem gosta de se aventurar, vale a pena conhecer a Serrinha, entornos do Catimbau; Riachão, Tanque, Guanumbi, Vila Carneiro, aldeia kapinawá, comunidade dos quilombola, e várias outras localidades.

¹fonte: Buíque: Uma hiastória preservada | Virgínia Maria Almoêdo de Assis e Vera Lúcia Costa Acioly (2004) | ² Fonte: Governo do Estado de Pernambuco/Secretaria de Planejamento e Gestão Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco. Plano Diretor Participativo do munícipio de Buíque. Documento Técnico, vol. 01, Ed. Techne: engenheiros e consultores, dez/2010.