Banda Maestro Sampaio
1972 Acervo Municipal

Banda Maestro Antônio de Barros Sampaio

Fundada em 1972, durante a gestão de João Godoy de Neiva, a banda homenageia o legado do primeiro maestro municipal da cidade. O grupo resgata a essência da formação original que, sob a batuta do regente no início do século XX, ditava o ritmo dos principais eventos locais — desde os tradicionais bailes de Carnaval e festas juninas até as celebrações de final de ano. Este registro captura um desses momentos históricos durante uma apresentação em desfile cívico.

Banda Marcial da década de 60
Década de 1960 Acervo Municipal

Banda Marcial Municipal

Registro histórico da banda municipal durante apresentação no Dia da Independência, década de 1960. Na imagem aparecem: Totô de Cândido, Mário Rocha, Nininho, Tatá, Lindolfo e Félix de Cândido.

Banda Marcia Municipal
Década de 50 Acervo Municipal

Banda Marcial Municipal

Integrantes da Banda Municipal quando da apresentação realizada durante a comemoração cívica de um dos dias da independência na década de 50.

Desfile de Tiradentes
Década de 50 Acervo Municipal

Desfile de Tiradentes

A imagem registra um dos desfiles de 21 de abril, Dia de Tiradentes, realizado por uma escola local não identificada. A cena apresenta uma encenação do enforcamento de Joaquim José da Silva Xavier, recriando o momento histórico do mártir da Inconfidência Mineira.

Desfile de Tiradentes
Década de 50 Acervo Municipal

Desfile de Tiradentes

21 de abril, dia de Tiradentes, evento realizado na década de 50. A cena mostra alunos duma escola e populares durante o desfile. Ao fundo, um veículo adornado pela bandeira mineira na fronte.

Desfile de Tiradentes
Década de 50 Acervo Municipal

Desfile de Tiradentes

21 de abril, dia de Tiradentes, evento realizado na década de 50. Na imagem, alunos dumaescola local, fardados, mantém alinhamento num desfile realizado numa das ruas centrais de Buíque. À época, o dia de tiradentes era tratado com relevância próxima a do dia da independência.

Desfile Cívico
Década de 50 Acervo Municipal

Desfile de Tiradentes

Apesar do desgaste visual na imagem, é possível observar uma cena de desfile em três fileiras. O registro captura a passagem de uma instituição de ensino, acompanhada ao fundo por um veículo que transporta a bandeira de Minas Gerais, em uma clara alusão às comemorações do Dia de Tiradentes

Desfile Cívico
Ano desconhecido Acervo Municipal

Desfile Cívico

O desfile cívico de Independência movimenta o centro da cidade com um contraste de movimentos: enquanto os rapazes avançam em marcha solene, as mulheres executam uma coreografia coordenada, sob o olhar do público local que acompanha a apresentação.

Crianças posando para foto - desfile cívico - Buíque
Década de 1940 Acervo Municipal

Crianças Porta-bandeira

Duas jovens posam para este registro fotográfico de data incerta, capturado durante as celebrações cívicas em Buíque. Ambas portam faixas comemorativas e sustentam, ao centro, a bandeira nacional, simbolizando o espírito patriótico da época.

Defile Cívico
Ano desconhecido Acervo Municipal

Desfile Cívico

A imagem revela parte da estrutura visual do centro da cidade da época (possivelmente entre os anos 50 a 70). Algumas casas com portas de madeira, altas; outras com detalhes arredondados. Alguns detalhes contam histórias sutis que encerram o passado na lembrança de quem vivenciou esse período.

Defile Cívico
Ano desconhecido Acervo Municipal

Desfile Cívico

Na imagem, crianças organizadas em filas parecem aguardar o sinal para o início do desfile, sob o olhar atento da professora que observa cada detalhe. O sol, ao projetar as sombras em direção ao leste, denuncia que o registro ocorreu entre as 15h e 16h. Ao fundo, destaca-se um casarão de fachada imponente e rica em detalhes, com cores alternadas e janelas de madeira repletas de espectadores debruçados, ansiosos para acompanhar a apresentação que se inicia na rua.

Defile Cívico
Ano desconhecido Acervo Municipal

Desfile Cívico

Numa simetria rigorosa, dois jovens em trajes claros encabeçam as fileiras que se estendem pelo plano da imagem. Ao fundo, a repetição das colunas de alunos evidencia a magnitude do contingente presente, reforçando a importância do evento. Naquela época, integrar o desfile cívico era compreendido como uma honraria, um marco de distinção para os jovens da cidade.

Defile Cívico
Ano desconhecido Acervo Municipal

Desfile Cívico

A cena é composta por crianças trajando meias altas, sapatos brancos, bermudas curtas e escuras contrastando com camisas de mangas longas — talvez, um cuidado para proteger os braços do sol forte. Enquanto as fileiras avançam em marcha ritmada, outras crianças se posicionam ao longo do percurso, observando atentamente a passagem dos demais a desfilar pelo centro.

Defile Cívico
Ano desconhecido Acervo Municipal

Desfile Cívico

Vestidos em fardamento escuro, os músicos surgem alinhados com seus instrumentos. A organização da fila é tão rigorosa que parece espelhar a simetria dos blocos de “gelo baiano” no chão.

Defile Cívico
Ano desconhecido Acervo Municipal

Desfile Cívico

A cena revela um detalhe curioso: à esquerda, uma mulher observa atentamente, como se conferisse o alinhamento dos jovens à sua frente. No centro, destaca-se a menina de vestido claro; com os braços cruzados e uma postura que destoa do padrão do grupo ao fundo, ela parece aguardar uma orientação ou, talvez, demonstra algum tipo de insatisfação. Naquele cenário, as casas em segundo plano assumem o papel de espectadoras do desfile.

Defile Cívico
Ano desconhecido Acervo Municipal

Desfile Cívico

Cinco meninas se destacam num enquadramento diagonal, exibindo uniformes padronizados. O conjunto compõe-se de gorros pontudos, sapatos e meias brancas alongadas, além de saias claras e curtas. O visual é completado por casacos de mangas compridas e no peito por duas linhas de abotoamentos que conferem um ar solene à vestimenta.

Defile Cívico
Ano desconhecido Acervo Municipal

Defile Cívico

Ao centro da composição, uma professora observa atentamente seus alunos, que aguardam o sinal para iniciar a marcha. A ausência de público revela que o registro captura o ponto de partida do desfile, onde a formação organizada das crianças é emoldurada, ao fundo, pelo contorno sereno dos casarios.

Defile Cívico
Ano desconhecido Acervo Municipal

Desfile Cívico

A imagem registra o desfile seguindo pela Rua São João, em um momento em que a moça vestida de branco, o porta-bandeira e outros participantes voltam-se em direção à Praça Félix de França Monteiro, popularmente conhecida como a Praça das Galinhas. Pela projeção das sombras no solo, nota-se que o evento ocorria durante o período da manhã.

Desfile Cívico
07/Set|1976 Acervo Municipal

Desfile Cívico

na imagem, a bailarina Miguelina e seu grupo avançam em marcha pelas imediações da Praça Major França durante o desfile de 7 de setembro de 1976. O registro preserva com nitidez a paisagem urbana da época: ao fundo, destaca-se a Padaria Brasil e, em uma perspectiva mais profunda, o antigo açougue público ainda em atividade.

Desfile Cívico
Ano desconhecido Acervo Municipal

Desfile Cívico

Alunos do Colégio Educacional Duque de Caxias desfilam pelo centro da cidade, passando pelas imediações da Praça Major França.

Desfle Cívico
Década de 1970 Acervo Municipal

Desfile Cívico

Ao longo da lateral esquerda da Praça Major França, jovens músicos percorrem o calçamento de uma das principais vias do centro, dando vida ao desfile com seus instrumentos.

Desfile Cívico
Ano desconhecido Acervo Municipal

Desfile Cívico

O corpo discente da Escola Duque de Caxias avança em desfile pela Rua São João, ladeado pelo público que se comprime nas calçadas da Praça Félix de França — popularmente chamada de Praça das Galinhas. Em destaque à esquerda, um grupo de jovens conduz com solenidade a bandeira nacional, pontuando o civismo da marcha.

Desfile Cívico
Ano desconhecido Acervo Municipal

Desfile Cívico

A Escola Duque de Caxias, situada na Rua São João, sempre se destacou por seus desfiles memoráveis. Havia um rigoroso cuidado com as vestimentas e com o alinhamento dos integrantes, tudo meticulosamente ensaiado para a apresentação. Na imagem, observa-se um caminhão transportando o material de apoio na carroceria, enquanto parte dos alunos desfila a cavalo. O prestígio do evento era evidenciado pela multidão que tomava as ruas para prestigiar o cortejo.

Desfile Cívico
Ano desconhecido Acervo Municipal

Desfile Cívico

A paisagem urbana do centro de Buíque passou por transformações tão profundas que, em certos registros, a identificação de alguns locais torna-se um desafio. Nesta imagem, observam-se jovens fardadas em solene formação, ladeando o pavilhão nacional que ocupa o centro da composição.

Desfile Cívico
07/Set|1960 Acervo Municipal

Desfile Cívico

Na Buíque de 1960, a calmaria das ruas era interrompida por poucos veículos, sendo a bicicleta o principal meio de transporte da época. Em um desfile cívico, alunos vestindo uniformes claros e gravatas exibem orgulhosamente emblemas no peito. Ao fundo, os postes de madeira testemunham um tempo em que a iluminação pública, movida a óleo por um gerador, encerrava-se pontualmente às 21h. Os antigos casarões de portas em arco completam o cenário, revelando uma face da cidade que o tempo e o progresso acabaram por apagar.

Desfile Cívico
Década de 60 Acervo Municipal

Desfile Cívico

Em um registro da década de 60, o então prefeito Blésman Modesto de Albuquerque (gestão 1963-1967) aparece em posição de destaque durante um desfile cívico. À sua volta, o corpo discente perfilado compõe o cenário de uma época marcada pelo rigor e pelo civismo nas celebrações públicas de Buíque

Desfile Cívico
Ano desconhecido Acervo Municipal

Desfile Cívico

Alunas em trajes temáticos executam uma coreografia com leques emplumados, colorindo o desfile que percorre o centro da cidade. O movimento coordenado dos adereços confere leveza e a atenção do público presente.

Desfile Cívico
Ano desconhecido Acervo Municipal

Desfile cívico

Um expressivo contingente de pessoas compõe o corpo do desfile cívico, que avança pela Rua São João sob o desfraldar de inúmeras bandeiras nacionais. Ao longo do trajeto, o público se distribui pelas margens da Praça Félix de França Monteiro — a popular Praça das Galinhas — para prestigiar a passagem do cortejo.

Desfile Cívico
Ano desconhecido Acervo Municipal

Desfile Cívico

Em posição de destaque, liderando o desfile, observa-se a jovem Rosa Ramos. Poetisa de Buíque e figura de relevo na cultura local, ela é filha de Pergentino Domingos Ramos, que serviu à cidade como vereador, unindo nesta imagem o civismo à tradição familiar buiquense.

Desfile Cívico
Ano desconhecido Acervo Municipal

Desfile Cívico

Desfile da Escola Frei Caetano de Messina. Em destaque, um veículo ornamentado com tecido em tons verde-azulados exibe a fotografia do Vigário João Ignacio de Albuquerque, primeiro prefeito de Buíque e grande homenageado da ocasião. Ao fundo, a comunidade acompanha a passagem do cortejo. A cena revela uma Buíque em transformação: as antigas residências com suas portas e janelas em arco deram lugar a construções modernas, de linhas retas e ângulos bem definidos. O registro colorido sugere a atmosfera da década de 80.

Desfile Cívico
Fev|1970 Acervo Municipal

Desfile

Desfile da Escola Frei Caetano de Messina. Onde a multidão aprecia a passagem dos alunos por uma das principais vias do centro de Buíque.

Desfile Cívico
Ano desconhecido Acervo Municipal

Desfile Cívico

Registro de um desfile cívico em Buíque, datando possivelmente da década de 80. A imagem captura o vigor das celebrações de época, preservando a memória das tradições locais e o engajamento da comunidade nas ruas do centro.

Desfile Cívico
Ano desconhecido Acervo Municipal

Desfile Cívico

Desfile da Escola Frei Caetano de Messina. Sob as cores vermelho, azul e branco, jovens executam uma coreografia com leques emplumados, enquanto os demais integrantes são conduzido por duas pessoas que sustentam a faixa com nome da escola.

Carnaval
Fev|1969 Acervo Municipal

Carnaval

Registro do baile de Carnaval de fevereiro de 1969, marcando o primeiro ano da gestão do prefeito João de Godoy Neiva. A festividade reafirmava a tradição dos grandes eventos promovidos pelo governo municipal.

Carnaval
Fev|1969 Acervo Municipal

Carnaval

Ao som contagiante de frevos e marchinhas, os foliões celebram o Carnaval de fevereiro de 1969. O registro captura a efervescência do baile municipal, que marcou o primeiro ano da gestão de João de Godoy Neiva

Carnaval
Fev|1969 Acervo Municipal

Carnaval

O casal Blésman e Evanda Modesto em momento de descontração durante o baile municipal de 1969.

Carnaval
Fev|1969 Acervo Municipal

Carnaval

Um breve hiato na música abre espaço para a palavra. Blésman Modesto, ladeado por amigos e figuras ilustres da sociedade local, assume o microfone para um curto discurso.

Carnaval
Fev|1969 Acervo Municipal

Carnaval

Dona Zezé e Ninho [pais de Maridark], Zezinha Brederodes, Jonas Modesto, dona Vanda Modesto e Tatá [filho do barbeiro Pedro Salviano] aparecem num momento de discontração.

Carnaval
Fev|1969 Acervo Municipal

Carnaval

O então prefeito João de Godoy Neiva (ao centro) prestigia o baile carnavalesco promovido pela prefeitura. Na foto, acompanham-no Olga Galvão, Alba Cursino, Hugo Cursino, Hudson Cursino e Edvaldo Henrique.

Carnaval
Fev|1969 Acervo Municipal

Carnaval

O então prefeito João de Godoy Neiva, discursando ao lado de Blésman Modesto, outros parceiros políticos e demais amigos.

Carnaval
Fev|1969 Acervo Municipal

Carnaval

Na imagem, Valter Ramos e amigos pousam para foto.

Carnaval
Fev|1970 Acervo Municipal

Carnaval

Figuras políticas que marcaram a história de Buíque reúnem-se neste registro de 1970: o ex-vereador Públio Vale e o ex-prefeito João de Godoy Neiva. A bordo de um Jeep Willys, modelo CJ-5, eles percorrem as ruas da cidade em meio à euforia do Carnaval, acompanhados por entusiastas do evento e embalados por marchinhas que ditavam o ritmo da folia.

Carnaval
Fev|1980 Acervo Municipal

Carnaval

A engenhosidade de um grupo de amigos que transformou um carro em uma aeronave imaginária. Com uma pintura rajada, o veículo seguia no limite da estrutura — os pneus resistiam bem o peso da folia das mpessoas que subiam à bordo para celebrar o festejo.

Carnaval
Fev/Mar|1987 Acervo Municipal

Carnaval – As Cambinas

Pioneiro na tradição da irreverência em Buíque, o bloco As Cambinas surge como o precursor das atuais Carmelitas. Foi a primeira agremiação do município a promover o desfile de homens vestidos com trajes e adereços femininos, espalhando graça e descontração pelas ruas por onde passavam.

Carnaval
Fev/Mar|1987 Acervo Municipal

Carnaval – As Cambinas

Registro icônico do bloco As Cambinas posando em frente à fachada da Prefeitura de Buíque. A imagem captura a irreverência do grupo pioneiro de homens com trajes femininos, destacando o uso dos chapéus ornamentados, um dos acessórios característicos da agremiação.

Carnaval - Bloco Maluco Beleza
Fev|1997 Acervo Municipal

Carnaval – Bloco Maluco Beleza

Registro do Bloco Maluco Beleza (ano 2), fundação de Marciel de Ernesto. O grupo baseava sua identidade visual e temática na figura icônica de Raul Seixas, destacando-se no cenário local por possuir um boneco personalizado do artista, que liderava os foliões durante o Carnaval.

Natal
Ano desconhecido Acervo Municipal

Período Natalino

Dezenas de crianças se reúnem em torno do Papai Noel em um dia dedicado à solidariedade e à alegria. O evento, marcado pela entrega de presentes, transformou-se numa boa memória para cada um dos que ali estiveram, eternizando um capítulo de pura felicidade na infância de muitos.

Evento Junino
Jun|1960 Acervo Municipal

Festejos Juninos

Evento junino promovido pelo Colégio Duque de Caxias — Unidade Centro (não confundir com a unidade posteriormente instalada na Rua São João). A imagem captura o agrupamento dos alunos junto à sede da instituição, possivelmente momentos antes de uma apresentação de quadrilha junina.

Corrida de Jericos
1981 Acervo Municipal

Corrida de Jericos

O centro de Buíque para em 1981 para a estreia da Corrida de Jericos. A imagem eterniza o pioneirismo da competição que, desde o seu primeiro ano, já demonstrava o potencial de se tornar um dos maiores símbolos do calendário festivo municipal, mas que acabou findando brevemente.

Corrida de Jericos
1981 Acervo Municipal

Corrida de Jericos

Corredores e seus jericos perfilados para a posteridade. No palanque improvisado, os mentores da iniciativa acompanham a movimentação, com Blésman Modesto em posição de destaque ao lado de João de Godoy Neiva e Público Vale. A imagem captura a essência rústica e pioneira da primeira competição realizada no município.

Reisado do Catimbau
Jan|2001 Acervo Municipal

Reisado do Catimbau

Fruto da iniciativa de Sr. Santilho, que trouxe consigo a tradição da cidade da Pedra para o solo buiquense. Ao reunir a comunidade e entoar composições de sua própria autoria, o grupo rapidamente conquistou a aclamação popular, contando com o apoio fundamental do Governo Municipal da época para consolidar sua identidade.

Reisado do Catimbau
Jan|2001 Acervo Municipal

Reisado do Catimbau

Ao centro da imagem, o buiquense Sr. Aurindo comanda o ritmo com sua sanfona. Sua musicalidade é o fio condutor que dava vida às canções e mantinha viva a tradição iniciada por Sr. Santilho.

Reisado
Jan|2001 Acervo Municipal

Reisado no Catimbau

O Reisado manifesta-se como uma rica tapeçaria onde o sagrado e o profano se entrelaçam, unindo tradições cristãs e elementos pagãos em um espetáculo que encanta os sentidos. Em Buíque, essa expressão ganhou um contorno singular: as composições eram criadas com exclusividade para a cidade, transformando temas locais e fatos do cotidiano em versos e melodias que celebram a identidade buiquense.

Reisado
Jan|2001 Acervo Municipal

Reisado do Catimbau

O Reisado buiquense unia gerações: a esposa de Sr. Santilho segurava carinhosamente uma menina nos braços, ambas vestindo as cores e trajes da festa. Ao lado, um rapaz caracterizado como Rei Mago completa a cena, reafirmando o caráter comunitário e familiar dessa tradição do Catimbau.

Feira de Buíque
1893 Acervo Particular | E. Tonelle – França

Centro de Buíque

A imagem retrata o centro de Buíque no final do século XIX, destacando a igreja entre as folhagens de uma árvore. Ao redor, a vastidão do campo evidencia a pacata vida rural da época. Ao observar este registro, percebe-se o abismo temporal entre o passado e o presente; o centro urbano atual era uma realidade sequer vislumbrada por quem habitava a região naquele período. O registro é parte do acervo de E. Tonelle, na França e se deu quando da visita de Louis Lombard – engenheiro de minas que teria vindo para fazer um levantamento geológico da região.

Feira de Buíque
1893 Acervo Particular | E. Tonelle – França

Centro de Buíque

Complementando a cena da Igreja Matriz, esta fotografia expõe a amplitude do antigo centro de Buíque, onde o campo predominava sobre as poucas casas ao fundo. O cenário retrata uma vila com características de sítio, evidenciando que o progresso da época andava a passos curtos. A maior parte dos casarões ancoravam-se no setor que equivale a atual Rua Osório Galvão. Trecho em que a cidade começou a ganhar contornos urbanos, consolidando-se como o berço do comércio buiquense. No entanto, a grande transformação da área central ocorria`aos sábados, quando vários sertanejos se reuniam para comprar e vender na feira local, tida como referência na região.

Feira de Buíque
1893 Acervo Particular | E. Tonelle – França

Centro Comercial de Buíque

A imagem mostra partes de casarões com estruturas mais organizadas para a época e também casas mais simples de janelas e portas grandes. Não havia calçamento. Um homem cmainha tranquilamente com um saco sobre as costas, a luz dura do sol revela as sombras de um telhado sobre a calçada. Árvores continuavam uma linha reta que vindo das proximidades da matriz, cortava o meio da rua. É aí, nessa rua dividida por árvores que germinava o comércio fixo buiquense; lugar que no tempo em que Graciliano Ramos viveu em Buíque era chamado “Rua da Palha”, e depois evoluiu para “Rua do Comércio”, onde Osório Galvão viveu quando criança e, anos mais tarde, emprestaria seu nome a via que acomodava sua antiga residência e a escola em que estudou ao lado de Graciliano.

Feira de Buíque
Década de 40 Acervo Municipal

Feira de Buíque

O coração comercial de Buíque: no largo central, nos idos de sua fundação até a década de 40 conhecido como ‘O Quadro’, abrigou uma das feiras mais tradicionais e antigas de Pernambuco. Fora reconhecida como um dos principais polos comerciais do Agreste. Ao fundo, a matriz de São Félix de Cantalice, no primeiro plano comerciantes e fregueses transitam e negociam produtos agrícolas e artesanais. A feira atingia seu ápice aos sábados, funcionando como o verdadeiro motor do desenvolvimento urbano e econômico que moldou parte da história da cidade.

Igreja evangélica do Catimbau
1950 Acervo Municipal

Igreja Evangélica do Catimbau

A comunidade evangélica se reúne para a posteridade. Homens, mulheres e crianças, vestidos a rigor para a ocasião, preenchem o enquadramento em frente à igreja. A foto eterniza a união e a importância da instituição religiosa na vida social da época.

Feira de Buíque
Década de 90 Acervo Municipal

Feira de Buíque

Panorama do centro histórico sob o tapete de lonas da feira livre. A imagem destaca a evolução das tipologias habitacionais: de um lado, a transição para fachadas de cantos quadrados e aberturas generosas; de outro, a persistência das linhas curvas nas casas mais antigas. Os telhados, caracterizados pela inclinação acentuada, evidenciam a preocupação com o conforto térmico e a ventilação natural dos casarões.

Residência do Major França
1926-1927 Acervo Municipal

Residência do Major França

Esta foi a morada de Francisco de França Monteiro, o célebre Major França — carinhosamente chamado de ‘Chiquinho’ pelos mais próximos. Uma das figuras de maior prestígio na história de Buíque, o Major exerceu o cargo de prefeito em dois mandatos (1910–1911 e 1919–1922), deixando um legado tão expressivo que, hoje, empresta seu nome a uma das principais praças da cidade.

Calçamento no centro da cidade
1950 Acervo Municipal

Calçamento no Centro de Buíque

Registro das obras de pavimentação no centro da cidade. Ao fundo, destaca-se o edifício da antiga Escola Estadual Duque de Caxias. A substituição do leito de terra por paralelepípedos foi realizada durante a gestão do Prefeito José Cursino Galvão, logo após sua eleição. O governante pode ser observado no canto esquerdo da fotografia.

Sede do Grupo Paroquial
1950 Acervo Municipal

Sede do Grupo Paroquial

Neste local situava-se, no final do XIX e início do século XX, a Sede do Governo Municipal. Após a demolição do prédio original, ergueu-se a edificação que pertencia à família França Monteiro, que mais tarde serviu de residência a Praxedes Brederodes de França. Na década de 1950, o imóvel tornou-se a sede do Grupo Paroquial, sob a administração do Padre José Kehrle; e também sediou uma escola. A transferência da propriedade ocorreu por meio de doação verbal, partindo de Praxedes Brederodes ao Padre José Kehrle que, por sua vez, cedeu o imóvel — também via acordo verbal — à associação mantenedora da Maternidade Alcides Cursino, então presidida por Aníbal Cursino de Freitas. Após sucessivas reformas e vendas do imóvel, o que antes fora um marco histórico, tornou-se residência particular.

Construção da Praça Major França
1950 Acervo Municipal

Construção da Praça Major França

Até a década de 1940, o local era popularmente conhecido pelos comerciantes como ‘O Quadro’. Anteriormente denominada Praça Presidente João Pessoa, a área passou por uma profunda revitalização, com reformas e pavimentação que transformaram o centro da cidade durante a gestão do Dr. José Cursino Galvão. O antigo pátio da feira foi repaginado, virou praça, batizada em homenagem ao ex-prefeito Francisco de França Monteiro. Assim, em 1951, foi oficialmente inaugurada a Praça Major França.

Praça Major França
1951 Acervo Municipal

Praça Major França

Vista do alto da torre da Matriz, esta fotografia captura a Praça Major França recém-inaugurada, em 1951. Ao fundo, destaca-se o antigo casarão de Osório de França Galvão. A mancha escura à direita assinala a copa das árvores do que antes fora a antiga Rua da Palha — denominação da via na época de Graciliano Ramos quando criança, no final do séulo XIX. Já a rua à esquerda do edifício era conhecida, naquele período, como Rua da Pedra.

Matadouro
1969 Acervo Municipal

Antigo Matadouro

Registro das condições precárias do antigo matadouro municipal de Buíque, no final da década de 1960. O local situava-se nas proximidades de onde hoje se encontra a Escola Nossa Senhora das Graças. Naquela época, o método de abate consistia em acomodar o animal sobre uma ‘cama de palha’ forrada diretamente no solo, evidenciando a rudimentar higiene do período.

Matadouro
1969 Acervo Municipal

Antigo Matadouro

Antes de ser transferido para as imediações da Escola Nossa Senhora das Graças, o matadouro municipal operava no terreno onde hoje se localiza a Secretaria Municipal de Saúde. As condições eram igualmente rudimentares: a ausência de equipamentos apropriados forçava um manejo artesanal e precário. Era comum, inclusive, a presença de crianças que circulavam livremente durante as atividades. Esse cenário de carência sanitária e falta de infraestrutura só encontraria uma solução definitiva em 1971, com a modernização dos serviços de abate na cidade.

Primeiro Prédio do Matadouro Público Municipal
1971 Acervo Municipal

Matadouro de 1971

A construção do primeiro Matadouro Público de Buíque ocorreu no início do mandato do prefeito João de Godoy Neiva. Situado fora do perímetro urbano, o novo prédio oferecia infraestrutura apropriada para o manejo animal e facilitava a limpeza rigorosa do ambiente. A mudança resolveu um antigo problema de saúde pública no centro da cidade, eliminando o forte odor proveniente da decomposição orgânica que caracterizava o antigo local de abate.

Posto de comustível Shell
1976 Acervo Municipal

Posto de combustível

Esta imagem captura o primeiro posto de combustível da cidade, com a bandeira da Shell. Em uma pose que traduz o ritmo da época, um homem aguarda pacientemente a chegada de algum veículo, posicionado estrategicamente entre as duas bombas de combustível. Um registro histórico da modernização chegando à cidade.

Açougue Público Buíque Sede
1973 Acervo Municipal

Açougue Público – Buíque Sede

Embora não haja um registro preciso sobre a fundação do Açougue Público Municipal, estima-se que sua criação date da década de 1940. Sabe-se, contudo, que o edifício passou por uma importante reforma na década de 50, durante a gestão do Cel. José Emílio de Melo. O imóvel está situado na Rua Cirilo Henrique de Araújo, o prédio histórico preserva sua função original e permanece em plena atividade até os dias atuais.

Açude da Penha ou Barreiro Velho
1970 Acervo Municipal

Açude da Penha ou Barreiro Velho

No século XIX, o imenso volume de água represada no Sítio Vitorino era popularmente conhecido como Açude da Penha, vindo a ser transformado em barragem na década de 1950. Já nos anos 80, a localidade dividia sua denominação entre o antigo nome e o de Barreiro Velho. Embora esta área tenha sido aterrada em tempos recentes, a memória das águas permanece viva: basta escavar pouco mais de um metro de profundidade para que o antigo barreiro volte a minar, revelando a força do lençol freático local.

Açude da Penha ou Barreiro Velho
1970 Acervo Municipal

Açude da Penha ou Barreiro Velho

Antigo ponto central no cotidiano de Buíque, o local serviu a múltiplas funções: do uso doméstico, higienização de animais e lazer infantil. Suas águas carregavam um imaginário rico, composto por lendas seculares que permeavam a cultura local. Tamanha importância foi registrada na literatura brasileira: no livro Infância, publicado em 1945, Graciliano Ramos descreve com sensibilidade a atmosfera única deste lugar.

Campo de Monta
1972 Acervo Municipal

Campo de Monta

Registro do antigo Campo de Monta, em atividade desde a década de 1940 sob os cuidados de Manoel do Campo. A partir dos anos 80, o espaço passou por uma completa transformação, dando origem a um complexo de lazer que incluía um Parque Infantil, um minizoológico e o Clube Municipal. A antiga sede do Campo de Monta foi preservada, tornando-se, à época, a residência do caseiro do novo complexo.

Calçamento do centro da cidade - 1950
1950 Acervo Municipal

Calçamento do centro da cidade

Neste registro, o Prefeito Dr. José Cursino Galvão aparece à esquerda, acompanhando de perto as obras de pavimentação do centro da cidade. Ao fundo, destaca-se a antiga sede do Colégio Estadual Duque de Caxias, edifício demolido na década de 1970. A instituição ocupava a área que hoje compreende a Praça Vigário João Inácio de Albuquerque, estendendo-se até as imediações do atual anfiteatro.

Capela de São Sebastião - Tanque
1988 Acervo Municipal

Capela de São Sebastião – Tanque

Em 1864, uma singela capela de taipa e telhas foi erguida nas terras de Sebastião Joaquim Monteiro, fervoroso devoto de São Sebastião. Registrada sob o título de ‘Casa de Oração’, a capela possui característica única em Buíque: sua fachada foi construída voltada para os fundos da povoação. Estando assim voltada à direção de onde o Cólera-Morbo se propagava durante um grande surto. A edificação foi fruto de uma promessa coletiva dos residentes, em gratidão pelo fato de a localidade ter sido poupada da doença.

Capela de Nossa Senhora da Penha - 1970
1970 Acervo Municipal

Capela de Nossa Senhora da Penha

Um registro de fé preservado pelo tempo: a Capela de Nossa Senhora da Penha. A imagem captura a singeleza da arquitetura religiosa da época. Devocionada desde o século XVII no Brasil, a Senhora da Penha — cujo título remete ao termo espanhol peña (rocha ou penhasco) — é o símbolo da proteção que se ergue no alto, guardando os caminhos e as famílias que sob seus pés buscam auxílio.

Avenida Jonas Camêlo de Almeida
1977 Acervo Municipal

Avenida Jonas Camêlo de Almeida

Vista da Avenida Jonas Camelo de Almeida em sua configuração ao final da década de 70. A imagem revela esse antigo acesso ao centro de Buíque, marcado por casas esparsas e grandes áreas descampadas. O desenvolvimento comercial e arquitetônico nas décadas seguintes, mudaram a paisagem completamente, descaracterizando completamente os imóveis e espaços abertos visíveis neste registro.

Avenida Amélia Cavalcanti - 1977
1977 Acervo Municipal

Avenida Amélia Cavalcanti

Esta era a fisionomia original da avenida batizada em homenagem a uma das figuras mais influentes do Buíque dos anos 40: Amélia Cavalcanti. Irmã do ex-prefeito Luís Tenório de Albuquerque Cavalcanti (Lulu de Aquino). Amélia consolidou-se como uma expressiva liderança política numa época em que a participação feminina nos espaços de poder era quase inexistente. Testemunha do crescimento do município, a via passou por profundas transformações e consolidou-se, hoje, como uma das principais artérias de acesso da cidade.

Antiga fachada da área do Clube Municipal - década de 90
Década de 90 Acervo Municipal

Acesso a área do antigo Clube Municipal

Um parque infantil e um minizoológico imersos em área verde, onde saguis saltavam livremente pelas copas das árvores barrigudas. Um corredor arborizado guiava os visitantes até a sede do Clube Municipal, o grande palco dos eventos sociais da cidade. Inaugurado em 1982, o espaço pulsou como um dos centros da vida festiva buiquense até o início dos anos 2000.

Capela do Riachão - 1977
1977 Acervo Municipal

Capela do Riachão

Ao redor da Capela de Nossa Senhora da Penha, no Riachão, a comunidade consolidou-se através da fé e do profundo senso de união entre as famílias que nela residem há gerações.

Cemitério de Buíque Sede
1968 Acervo Municipal

Cemitério de Buíque – Sede

Situado à Rua da Saudade, o cemitério municipal foi estabelecido no início do século XX para substituir o antigo cemitério que funcionava atrás da Matriz de São Félix de Cantalice. Em seu centro, destaca-se uma capela erguida em 1905 por iniciativa do vigário João Ignácio — primeiro prefeito do município —, onde repousam seus restos mortais. Atualmente, o espaço enfrenta desafios de saturação devido ao crescimento populacional, apresentando acessos estreitos. Contudo, túmulos seculares preservam a memória de figuras que exerceram grande influência na história local.

Centro de Buíque - Praça Vigário João Ignacio - 1987
1987 Acervo Municipal

Centro de Buíque – Praça Vigário João Ignacio

Assim era a Praça Vigário João Ignácio na década de 80. Em seu centro, destacava-se uma estátua de bronze de Frei Damião, que hoje repousa no Museu Municipal. Ao fundo, é possível observar pontos comerciais cujas fachadas, transformadas pelo tempo, já não guardam a mesma aparência daquela época.

Centro de Guanumby - 1977
1977 Acervo Municipal

Centro de Guanumby

“Registro do distrito de Guanumby no final da década de 70. A composição destaca a igreja local, que se ergue como o coração e o ponto central da paisagem urbana daquela época.

Coletoria Estadual 1972
1972 Acervo Municipal

Coletoria Estadual

A antiga Coletoria Estadual desempenhou um papel determinante na consolidação de Buíque como polo comercial e administrativo entre o Agreste e o Sertão pernambucano. Verdadeiro símbolo da presença do Governo do Estado, a instituição fundamentava-se em três pilares essenciais: o controle da produção agropecuária, a formalização do comércio local e o meticuloso processo de arrecadação manual. Com uma arquitetura que resistiu ao tempo e sofreu poucas alterações, o edifício também abrigou a sede da Previdência Social e, hoje, permanece integrado ao patrimônio público, servindo à Administração Municipal.

Coletoria Federal 1972
1972 Acervo Municipal

Coletoria Federal

Diferente da Coletoria Estadual, que lidava com a circulação de mercadorias e impostos regionais (o atual ICMS), a Coletoria Federal representava a União e o Ministério da Fazenda. Em Buíque, sua presença era o elo direto entre o município e o Governo Federal, com foco em tributos de abrangência nacional e no controle de patrimônio. Através dela se obtia a arrecadação de Impostos Federais como imposto de renda, imposto sobre produtos industrializados e aplicação do selo federal; o ITR e a estrutura fundiária. Enquanto a Coletoria Estadual era vista como o local onde se pagava pela “movimentação” (venda de gado, queijo, feijão), a Coletoria Federal era vista como o local da “propriedade e da renda” (a posse da terra e o lucro das empresas). Ambas, juntas, formavam o suporte burocrático que permitiu a Buíque se organizar como uma cidade de relevância administrativa no estado.

Construção da Galeria de Buíque
Ano desconhecido Acervo Municipal

Construção da Galeria de Buíque

Esta representou a primeira intervenção significativa no manejo do fluxo hídrico que atravessa o núcleo urbano de Buíque. Historicamente, o centro da cidade enfrenta desafios durante as chuvas torrenciais de inverno devido à convergência natural das águas. Contudo, a expansão do calçamento intensificou a necessidade de sistemas de escoamento mais robustos. Em 2026, com a pavimentação de áreas em cotas mais elevadas, tornou-se necessária a implementação de um sistema de drenagem inteligente, capaz de gerenciar o volume crescente de águas pluviais e evitar sobrecargas na parte central.

Construção da rodovia Buíque-Arcoverde - dezembro de 1953
Dez|1953 Acervo Municipal

Rodovia Buíque-Arcoverde

Este registro, datado de dezembro de 1953, documenta o progresso das obras da rodovia que conecta os municípios de Buíque e Arcoverde. O trecho da rodovia que corta a Serra do Salobro foi cortado por picareta. Um trabalho braçal que envolveu o emprego de vários cidadãos buiquenses, com obra iniciada em 1952 após uma grade estiagem que assolou a região. A antiga estrada era precária em vários pontos, alguns deles a vegetação se encontrava vindo dos dois lados. Onde hoje é a Avenida José Emílio de Melo – parte da PE-270 que corta a cidade de Buíque, antes figuravam terras agrícolas. O novo acesso seguiu por fora do centro da cidade seguindo rumo a Tupanatinga.

Dispensário de Higiene Infantil - 1971
1971 Acervo Municipal

Dispensário de Higiene Infantil

O dispensário de higiene infantil foi uma das instituições mais vitais da saúde pública no século XX, servindo como a linha de frente no combate à mortalidade infantil e na disseminação de práticas sanitárias modernas. Sua utilidade ia muito além de um simples posto de atendimento; ele funcionava como um centro de educação e prevenção. Ali ensinava-se sobre o aleitamento materno e a forma correta de esterilizar utensílios e preparar alimentos complementares, instruções sobre o banho, a troca de roupas e a manutenção de um ambiente arejado e limpo para o recém-nascido. O dispensário evitava que casos simples evoluíssem para quadros graves que exigiriam internação hospitalar.

Inauguração do Açougue Público do Carneiro - 1981
1981 Acervo Municipal

Açougue Público do Carneiro

Em 1981, a Vila do Carneiro alcançou um marco significativo em sua estruturação urbana com a inauguração do Mercado e Açougue Público. Realizada sob a gestão do então prefeito Blésman Modesto, a obra consolidou ao distrito instalações adequadas para o comércio de carnes e produtos de subsistência, além de fortalecer a economia local perante o município de Buíque.

Matriz de São Félix de Cantalice
Ano desconhecido Acervo Municipal

Matriz de São Félix de Cantalice

A Matriz de Buíque é o principal expoente arquitetônico da história local. Construída sobre os alicerces de uma antiga capela cosntruída plo fazendeiro Félix Paes de Azevedo entre 1753 e 1754 — embora tenha ascendido ao status de matriz em 1792 — o templo é o grande testemunho do crescimento da cidade. Suas estruturas foram moldadas por grandes intervenções ocorridas em 1853, 1876 e 1923, além de reformas sucessivas que preservam, até hoje, o pulsar social, religioso e cultural de Buíque.

Posto da SUCAM - 1972
1972 Acervo Municipal

Posto da SUCAM

Historicamente, os postos da SUCAM (Superintendência de Campanhas de Saúde Pública) desempenharam um papel vital no controle de endemias em áreas rurais e municípios do interior brasileiro. Em Buíque, o posto da SUCAM foi de suma importância no enfrentamento de patologias que afligiam a população local, como o tracoma, a sapiranga (leishmaniose tegumentar) e outras enfermidades infectocontagiosas. A atuação da unidade não se limitava apenas ao tratamento clínico, mas também à vigilância sanitária e à educação em saúde, representando um marco no cuidado das famílias sertanejas. Com o passar dos anos, o prédio passou por uma ampla reforma para se adequar às novas demandas da rede municipal. Posteriormente, a estrutura foi transformada na Casa de Saúde Senador Antônio Farias e, em uma etapa seguinte de sua história, teve o nome alterado para Casa de Saúde Maria Deci Macedo Valença. Hoje, o local permanece como uma das unidades de saúde de maior relevância para o município, preservando sua trajetória de serviço à comunidade.

Praça e Capela de São Sebastião - 1972
1972 Acervo Municipal

Praça e Capela de São Sebastião

Registro de 1972 da Praça e Capela de São Sebastião, em uma época em que o solo de terra batida ainda emoldurava o cenário urbano. O local, que outrora servia de palco para as tradicionais cavalhadas, evoluiu junto com a cidade. Hoje, a Praça São Sebastião, consolidou-se como pátio de eventos municipal, o espaço ferve durante o Carnaval, atrai público seleto durante o Buíque Frio e as celebrações da emancipação política, mantendo-se como o coração das festividades públicas locais.

Praça Félix de França Monteiro
Ano desconhecido Acervo Municipal

Praça Félix de França Monteiro

Embora batizada oficialmente em homenagem a um ex-prefeito — irmão do Major França e antigo proprietário do Brejo de São José —, a praça é carinhosamente conhecida por todos como Praça das Galinhas. O apelido, consolidado pela tradição popular, remete a uma antiga feira de aves que ocupou o local por mais de vinte anos. Estrategicamente situada, ela serve como ponto de bifurcação para quem segue em direção ao Riachão ou ao distrito de Guanumby.

Praça Major França - década de 60
1960 Acervo Municipal

Praça Major França

Uma perspectiva da Praça Major França capturada a partir da calçada da Matriz. A cena exala a serenidade de um domingo nos anos 60: à esquerda, moradores proseiam sobre bancos à sombra das árvores, enquanto um transeunte caminha sem pressa e um único veículo contorna a esquina. O vazio das vias circundantes sugere um dia que se banhava no silêncio, um instante de quietude eternizado em preto e branco. Mas que ainda é possível observar nos domingos dos tempos atuais.

Praça Major França - década de 90
Década de 90 Acervo Municipal

Praça Major França

Esta é, para muitos, a versão mais emblemática da Praça Major França. Suas passarelas em semicírculos, que se erguiam desafiando o plano da calçada, funcionavam como verdadeiros mirantes sobre o cotidiano da cidade. No centro de tudo, a estátua do Major França — hoje preservada no Museu Municipal — vigiava o movimento. É uma arquitetura que deixou saudade e que permanece viva na memória afetiva de gerações de buiquenses.

Praça Major França - ano desconhecido
Ano desconhecido Acervo Municipal

Praça Major França

Embora a data exata deste registro seja incerta, a densidade das árvores e a configuração urbana sugerem a transição entre o final dos anos 60 e o início dos 70. A imagem preserva a imponência dos casarões à esquerda da Praça Major França, com destaque para a construção mais alta e ornamentada da face norte. Curiosamente, este belo exemplar arquitetônico seria demolido em 1972 para dar lugar ao alargamento de um antigo beco, abrindo caminho para a Avenida Agamenon Magalhães — que passaria a receber nova nomenclatura, hoje conhecida como Avenida Jonas Camêlo de Almeida.

Praça Major França - lado da casa de Maria Emília
Ano desconhecido Acervo Municipal

Via lateral da Praça Major França

Apesar de não aparecer a Praça, essa é a via lateral norte da Praça Major França. Do lado direito a quem estiver de frente para a matriz. Vê-se a ponta da farmácia de Maria Emília (atual museu municipal) e prédios vizinhos, com estrutura clássica, modificada ao longo do tempo para acomodar pontos comerciais. A presença de dois fuscas estacionados e alguns elementos permitem chutar possível data: anos 70. Uma versão dos imóveis de Buíque, cujos traços do passado quase não mais existem.

Praça Vigário João Ignacio - década de 60
1960 Acervo Municipal

Praça Vigário João Ignacio

Na extremidade direita da imagem, avistam-se os fundos do antigo Colégio Estadual Duque de Caxias. A partir dali, a praça se estendia em uma composição de bancos e rampas — claras precursoras do desenho arquitetônico que marcaria a Praça Major França nos anos 90. Naquele período, o Fórum Municipal ainda ocupava o prédio onde hoje funciona a Câmara de Vereadores, e o casario ao redor preservava o padrão estético das décadas de 40 e 50.

Praça Vigário João Ignacio - 1973
1973 Acervo Municipal

Praça Vigário João Ignacio

À direita, um obelisco se ergue solitário entre postes de luz e uma vegetação que, ao fundo, começa a ocultar o horizonte. O vigor vibrante dos anos 60 já parece ter se dissipado, dando lugar a uma serenidade mais contida. Treze anos se passaram e, curiosamente, a praça resiste quase intocada, como se o tempo tivesse decidido ignorar aquele trecho de Buíque.

Prefeitura de Buíque - 1972
1972 Acervo Municipal

Prefeitura de Buíque

Vista aérea da sede da Prefeitura de Buíque em 1972. À direita do edifício, destaca-se um beco que permitia livre acesso à área posterior do Paço Municipal. Ao fundo, o registro imortaliza as ruínas do imóvel que, na década de 1940, serviu como sede da Cadeia Pública, revelando as camadas de história e as antigas funções administrativas do centro da cidade.

Rua do Arroto - atual rua Frei Damião - 1975
1975 Acervo Municipal

Rua do Arroto – atual rua Frei Damião

O que hoje conhecemos como a Rua Frei Damião era, no passado, uma via de casas modestas de taipa. O local carregava o estigma de abrigar moradias frequentadas pelos coronéis da região em busca de encontros extraconjugais. Pela simplicidade das habitações e pela visão marginalizada de suas residentes, a voz popular batizou o lugar como ‘Rua do Arroto’. No entanto, as décadas trouxeram novas construções, urbanização e a renovação de sua vizinhança. Em um esforço simbólico para apagar as manchas do passado e devolver dignidade ao trecho outrora renegado, o sagrado substituiu o profano: a antiga alcunha deu lugar ao nome do santo, rebatizando-a como Rua Frei Damião.

Rua Dr. Manoel Borba - 1975
1975 Acervo Municipal

Rua Dr. Manoel Borba

A via que hoje conhecemos como Rua Cirilo Henrique de Araújo guarda um currículo histórico singular. Originalmente batizada em homenagem ao Dr. Manoel Borba (1864–1928) — após uma visita do ilustre político a Buíque —, ela teve seu nome alterado em tributo póstumo ao fundador da centenária Padaria Brasil. No entanto, sua memória mais remota remete ao final do século XIX, quando era conhecida como Rua da Pedra. Sob essa alcunha, a rua foi imortalizada por Graciliano Ramos em sua obra Infância (1945). O trecho, que abrigou a residência de Félix de França Monteiro, mantém até hoje o pulsar do comércio local com o funcionamento do Açougue Público Municipal.

Rua São João Seminário - 1976
1976 Acervo Municipal

Rua São João Seminário

O que outrora fora o sítio de Seu Liu — pai de Manoel de Liu — transformou-se em rua com a expansão urbana e a instalação da sede da prefeitura de Buíque no início do século XX. Assim surgiu a Rua São João, que passou a abrigar, entre o casario residencial, marcos como o colégio dos padres, a casa das irmãs beneditinas, a escola Duque de Caxias e a antiga cadeia municipal. Na imagem, destaca-se parte do muro da atual Casa das Irmãs, palco de um dos novenários mais tradicionais da cidade, que atrai multidões de fiéis todos os meses de novembro.

Vista aérea do centro de Buíque - 1972
1972 Acervo Municipal

Vista aérea do centro de Buíque

A imagem revela detalhes do centro da cidade, permitindo observar as profundas transformações urbanas ocorridas ao longo das décadas. A Igreja Matriz destaca-se como o elemento central: mantendo sua arquitetura original praticamente intacta, ela serve como o principal ponto de referência para identificar os imóveis e as configurações espaciais que se transformaram até os dias atuais.

Ferros de passar roupa à carvão
Desuso: décadas de 50-60 Acervo Municipal

Ferros de passar roupa à carvão

Os ferros de passar roupa a carvão representam um capítulo fascinante da história doméstica, sendo o elo entre os primitivos alisadores de metal sólido e a conveniência dos eletrodomésticos modernos. Esses objetos, hoje vistos como itens de decoração ou relíquias de museu, foram ferramentas essenciais de trabalho e cuidado com o lar por séculos. Precisavam ser aquecidos diretamente sobre fogões a lenha ou brasas e perdiam calor rapidamente, o ferro a carvão funcionava como uma pequena estufa portátil. O funcionamento era estratégico: o interior da caixa era preenchido com brasas de carvão vegetal incandescentes. Para manter o fogo vivo e a base aquecida, o design incluía furos laterais ou traseiros que permitiam a entrada de oxigênio. Alguns modelos mais sofisticados possuíam uma pequena chaminé acoplada para direcionar a fumaça para longe do tecido e do rosto de quem passava a roupa.

Jarras de água
Em uso ha milênios Acervo Municipal

Jarras ou potes de água

O armazenamento de água em recipientes de barro ou cerâmica é uma das tecnologias mais antigas da humanidade, unindo utilidade prática a princípios físicos de resfriamento natural que ainda hoje impressionam pela eficiência. A cerâmica não vitrificada permite que uma quantidade mínima de água atravesse as paredes do recipiente. Ao chegar na superfície externa, essa água evapora, retirando calor do próprio pote e do líquido em seu interior. Esse processo de resfriamento evaporativo consegue manter a água até 5°C ou 6°C abaixo da temperatura ambiente, o que explica por que a água dessas jarras parece sempre “fresca” mesmo em dias quentes.

Rádio Toot-a-loop
1972 Acervo Municipal

Rádio Toot-a-loop

Nostalgia pura e um ícone absoluto do design futurista da década de 1970, o lendário Panasonic Toot-a-Loop (modelo R-72). Embora tenha sido lançado originalmente em várias cores, a versão azul royal é uma das mais memoráveis e desejadas por colecionadores até hoje. O aparelho era um acessório de moda e uma peça de arte pop. Ele tinha um formato circular com um orifício no centro, projetado especificamente para que o usuário pudesse passá-lo pelo pulso e carregá-lo como uma pulseira gigante enquanto caminhava ou andava de bicicleta.

Una eleitoral de madeira
Uso até 1952 Acervo Municipal

Urna eleitoral de madeira

As urnas eleitorais de madeira são peças fundamentais para entender a história da democracia no Brasil, marcando um período em que o ato de votar era cercado de rituais manuais e, infelizmente, de muitas vulnerabilidades. Feitas de madeira maciça, possuíam uma fenda estreita no topo para a inserção da cédula de papel. Para a retirada dos votos durante a apuração, muitos modelos tinham uma porta lateral ou um fundo falso (tipo alçapão) trancado com cadeados ou fechaduras de metal. Como não havia um padrão nacional rígido no início, os modelos variavam de cidade para cidade. Algumas eram reforçadas com tiras de latão ou ferro para garantir que não fossem abertas à força durante o transporte. Já eram utilizadas 1889 e deixaram ser quando surgiram as urnas de lona em 1953 (em algumas cidades, as de madeira continuaram), sendo totalmente substituídas pelas urnas eletrônicas em 1996.

Tarro ou Latão de Leite
Ano desconhecido Acervo Municipal

Tarro ou Latão de Leite

Muito utilizado no meio rural, especialmente em Minas Gerais e no Nordeste. O “tarro” geralmente se refere ao recipiente usado diretamente durante a ordenha ou para o transporte em pequenas distâncias. Latão de leite é o termo mais genérico. Antigamente eram feitos de ferro estanhado (daí o nome “lata”). Esses objetos foram projetados para serem extremamente robustos, já que precisavam aguentar o transporte lombo de animais (cavalos ou mulas) ou em carroças e caminhões por estradas de terra batida.

Prensa de fazer queijo
Uso de 1880 a 1950 Acervo Municipal

Prensa de fazer queijo

A prensa acima é feita com ferro fundido, capaz de suportar a pressão necessária para espremer o soro da coalhada. Seu funcionamento baseia-se num mecanismo de parafuso central, que, ao ser girado por meio de uma manivela de madeira, acionava uma placa de pressão que comprimia a massa do queijo contida numa forma (não visível na imagem, mas que se encaixava na base da prensa). A pressão era aplicada de forma gradual e controlada, permitindo que o soro fosse extraído de forma uniforme, sem danificar a textura do queijo. A base da prensa possui um orifício para o escoamento do soro, que garantia a higiene do processo. O áuge do uso dessas prensas foi entre 1880 a 1930, seu declínio progressivo ocorreu entre 1940 a 1950.

Pente de madeira
Uso até 1952 Acervo Municipal

Pente de madeira

O uso de pentes de madeira aquecidos para o alisamento capilar é uma prática que remonta ao final do século XIX e início do século XX, representando um capítulo fundamental na história da estética e da tecnologia de cuidados pessoais, especialmente antes da popularização da eletricidade nas residências. O pente não gerava calor próprio. Ele era colocado sobre chapas de fogões a lenha, brasas ou lamparinas até atingir uma temperatura elevada. A madeira, por ser um isolante térmico natural em comparação ao metal, retinha o calor de forma diferente, exigindo um controle rigoroso para não queimar o couro cabeludo ou carbonizar os fios. As mulheres aplicavam óleos ou banha animal nos fios para facilitar o deslizamento e oferecer uma barreira mínima de proteção térmica. O pente quente era passado da raiz às pontas, utilizando o calor para romper temporariamente as pontes de hidrogênio do cabelo, permitindo que ele fosse moldado e esticado. Surgimento e consolidação: 1880 e 1910, com auge entre 1920 a 1950; entrou em declínio entre as décadas de 60 e 80.

Moedor de carne manual
Uso de 1890 até hoje Acervo Municipal

Moedor de carne manual

Um utensílio de cozinha clássico que já foi um elemento fundamental nas famílias antes da popularização dos aparelhos elétricos. O moedor é feito de ferro fundido, foi projetado para ser preso a uma mesa ou balcão, garantindo estabilidade durante o uso. O mecanismo de moagem consiste em um funil grande para inserir a carne (que não aparece na imagem), um parafuso helicoidal (também conhecido como “worm”) que impulsionava a carne para a frente e uma lâmina rotativa que a corta. A carne moída saía através de uma placa de moagem com furos de tamanho específico. O item popularizou-se entre 1890 e 1940, resistiu até a década de 50 e entrou em declínio, passando a ser usado mais nas áreas rurais, com queda gradual de uso até os anos 80. Contudo, ainda é usado em alguns lugares.

Máquina registradora - 1950
1950 Acervo Municipal

Máquina registradora

Diferente dos sistemas digitais atuais, esta máquina operava inteiramente através de engrenagens, alavancas e molas. O operador inseria os valores pressionando as teclas numeradas (que representam unidades de moeda, como centavos, mil-réis ou cruzeiros, dependendo da época e região) e, em seguida, girava a manivela lateral. Esse movimento mecânico registrava o valor internamente, somava ao total do dia e disparava a abertura da gaveta de dinheiro. Um detalhe clássico dessas máquinas é o som de “trim” que ocorria ao abrir a gaveta, um mecanismo de segurança projetado para alertar o dono do estabelecimento que uma transação estava sendo realizada e a gaveta de dinheiro estava aberta. Modelos como este foram amplamente utilizados entre 1900 e 1950.

Máquina de costura de pedal
Década de 1920 aos anos 90 Acervo Municipal

Máquina de costura de pedal

O modelo apresentado na imagem é uma máquina de costura de pedal, montada sobre um gabinete de madeira com estrutura de ferro fundido. Diferente das máquinas elétricas, o movimento da agulha era gerado pela força física da costureira ou costureiro. Ao balançar os pés sobre o pedal na base, uma biela acionava a grande roda de ferro lateral, que transmitia o movimento para o cabeçote da máquina através de uma correia de couro. Este modelo possui gavetas laterais para armazenar carretéis de linha, agulhas e tesouras. Uma característica marcante é o tampo de madeira que, quando fechado, protege o cabeçote da máquina e permite que o móvel seja usado como uma mesa comum. Nota-se na estrutura de ferro a inscrição “RAINHA”, uma marca que foi muito popular no Brasil, especialmente no meados do século XX, competindo com gigantes como a Singer e a Vigorelli. Seu áuge de uso foi entre as décadas de 1920 e 1960, quando motores elétricos pequenos começaram a ser adaptados a esses modelos antigos, e as máquinas novas passaram a ser portáteis e feitas de materiais mais leves, como o alumínio e o plástico, tornando a estrutura de ferro e o pedal obsoletos para o uso comercial rápido. Muita gente guarda na lembrança alguma brincadeira envolvendo a roda dessa máquina e seu pedal. Era um utensílio comum na casa das avós até meados dos anos 80-90.

Lamparina de querosene
1850 a 1980 Acervo Municipal

Lamparina de querosene

Objeto doméstico comumente usado para iluminação interna antes da eletrificação. Feita à mão por funileiro local, utilizando chapas de metal recicladas e pavio de algodão. Lamparinas como esta foram a principal fonte de iluminação em grande parte do interior do Brasil, especialmente no Nordeste, antes da eletrificação rural. Elas continuaram a ser usadas por décadas como iluminação de emergência ou por famílias que não tinham acesso à rede elétrica. O uso em larga escala começou por volta de 1859, após a perfuração do primeiro poço de petróleo comercial na Pensilvânia. O querosene era mais barato, mais limpo e exalava menos odor do que o óleo de baleia ou a gordura animal usados anteriormente. O desuso começou de forma desigual, dependendo da infraestrutura das cidades. Em locais como o interior do Nordeste, o querosene foi o soberano absoluto por longa data. Mesmo com a chegada da luz elétrica nas cidades, o “candeeiro” era o fiel companheiro nas fazendas e vilas. O abandono do querosene como fonte primária de luz ocorreu com a expansão das redes elétricas rurais e a popularização das pilhas e baterias. Nos anos 80, com a chegada das lanternas de pilha mais potentes e baratas, o risco de incêndio e o cheiro forte do querosene fizeram com que o objeto se tornasse, definitivamente, uma peça de decoração ou de museu.

Filtro de Barro
De 1870 aos dias atuais Acervo Municipal

Filtro de Barro

O filtro de barro é considerado uma das maiores invenções brasileiras voltadas à saúde pública e à engenharia doméstica. Sua eficácia é tão alta que estudos internacionais já o apontaram como um dos sistemas de purificação de água mais eficientes do mundo, graças à combinação da cerâmica porosa e da filtragem por gravidade. O filtro de barro, como o conhecemos, surgiu no Brasil no final do século XIX (por volta de 1870-1900), especificamente em São Paulo. Inicialmente, as velas eram feitas de pedras porosas ou porcelana. Com o tempo, a indústria brasileira desenvolveu velas de cerâmica com carvão ativado e prata coloidal, que retinham impurezas, bactérias e eliminavam o gosto de cloro. O auge do uso ocorreu entre 1920 e 1970 – entreou em declínio entr 1980-2000 mas nunca em desuso total. Ele deixou de ser uma “necessidade de subsistência” para se tornar um símbolo de consumo consciente e tradição preservada.

Carimbo datador
Final do século XIX a 2010 Acervo Municipal

Carimbo datador

Um item clássico de escritórios, cartórios e comércios de antigamente. Esse modelo era utilizado para controle de datas, numeração de documentos ou marcação de lotes, e não tanto para etiquetas de preço de prateleira (aquelas que “pistolam” adesivos). O objeto consiste em uma série de fitas de borracha montadas sobre rodas metálicas. Cada fita contém números (de 0 a 9), letras ou abreviações de meses/anos. Os carimbos com fitas de borracha ajustáveis surgiram no final do século XIX (por volta de 1880-1890). Durante quase todo o século XX, não existia repartição pública, banco, biblioteca ou almoxarifado que não tivesse um carimbo datador e uma almofada de tinta (geralmente azul ou preta) sobre a mesa. A partir dos anos 2010, mesmo carimbos rústicos como este começaram a ser substituídos por modelos autoentintados (que já têm a tinta por dentro) ou pela digitalização total, onde a data é registrada automaticamente pelo computador,

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