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Parque Nacional do Catimbau

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Criação do Parque

Em 1970, quando foram encontrados os primeiros resquícios arqueológicos no Catimbau, o então prefeito João de Godoy Neiva, expressava seu desejo de elevação da Vila do Catimbau a um centro turístico local. Passados 32 anos, em 13 de dezembro de 2002, justificado pela extrema importância biológica que reúne a riqueza paisagística e geologia com processos erosivos eólicos e pluviais; a presença de várias cavernas, endemismos da fauna e flora da caatinga, pinturas rupestres das tradições Agreste e Nordeste. Além de sítios arqueológicos e cemitérios indígenas – o Parque Nacional do Catimbau é um dos 73 Parques Oficiais do Brasil.

O Parque Nacional do Catimbau está constituído, principalmente de grande formação arenítica. Isso se deve ao fato de que todo o sertão pernambucano esteve no fundo do mar, quando no período Siluro-Devoniano.

Bacia sedimentar do jatobá

A fragmentação dos megacontinentes conhecidos pela ciência por Gondwana, começou no período Jurássico superior, culminando no Cretáceo inferior, há aproximadamente 100 milhões de anos. Os continentes se dividiram, formando as placas da América do Sul e Africana que conforme se movimentavam, abriam-se no sentido sul-norte, provocando terremotos, atividades vulcânicas e rifts (grandes fraturas tectônicas formadas no fundo dos oceanos). O rifts geram bifurcações que podem gerar continentes ou oceanos. Contudo, tanto a bacia Tucano quanto a Jatobá, não evoluíram.

A Bacia ocupa uma área de aproximadamente 5000 km². Seus principais limites estruturais são as falhas de São Francisco (a oeste) e a de Ibimirim (ao norte). Ao sul e leste, o contato ocorre por falhas de pequeno porte.

Parna Catimbau

O Parna Catimbau é reconhecido como um dos mais importantes conjuntos de sítios arqueológicos do país, sendo entendido como um dos caminhos de dispersão dos povos da Serra da Capivara, no Piauí, teoria baseada nas semelhanças entre os sítios arqueológicos estudados, onde observa-se a chamada tradição Nordeste, apresentando figuras humanas com um tamanho que varia entre cinco a quinze centímetros, em movimentos que remetem a luta, a caça, a dança e o sexo.

O Parque está localizado entre as coordenadas geográficas 8° 24’ 00” e 8°36´35” S e 37° 09´30’ e 37° 14´40’ W, cuja área encontra-se distribuída entre os municípios de Buíque (12.438 ha.) e Tupanatinga (23.540 ha,) na microrregião do vale do Ipanema; Ibimirim (24.809ha.) e Sertânia na microrregião do Moxotó, todas localizadas no Estado de Pernambuco.

O acesso ao Parque se dá a partir de Arcoverde, seguindo pela PE-270 até a cidade de Buíque, depois pela pista que dá acesso à Vila do Catimbau – principal acesso. A unidade é considerada área núcleo da Reserva da Biosfera da Caatinga da Unesco.

Buíque apresenta sua força turística calcada ainda nas comunidades tradicionais, no acervo antropológico/cultura dos remanescentes quilombolas – como Farçola, Mundo Novo e Comunidade da Serra do Catimbau – e na reserva indígena Kapinawá, em cuja principal aldeia, Mina Grande, se conserva uma vasta gama de expressões culturais que vão desde a sua capela (São Sebastião) advinda da adoção/imposição da crença cristã católica, até o toré, sua expressão máxima de religiosidade ancestral mantida a duras penas, travestida de “manifestação folclórica” para sua preservação por gerações, facilmente observado no rigor em que tratam o Toré feito na Gruta Sagrada da Serra da Mina Grande – divisa com o município de Tupanatinga.

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O Parque possui muitas espécies de aves, incluindo o canário-do-mato, a cordoniz, o gavião, o carcará, a siriema, a asa-branca, o pintassilgo, a maria-macambira, o pica-pauzinho, periquito-da-caatinga e répteis como o lagarto-das-rochas, a lagartixa-de-kluge, a jibóia arco-íris da caatinga e a jararaca; roedores como o mocó e o preá, entre outros animais como o lobo-guará, o gambá-de-orelha-branca e o tatu-bola.

Flora do Catimbau

A flora é ainda pouco conhecida e ricamente diversificada. As fitofisionomias da vegetação Caatinga são arbustiva perenifólia de chapadas sedimentares, que representam refúgios vegetacionais formados por espécies de Caatinga, Floresta Estacional, Campo Rupestre e espécies de Cerrado edáfico (RODAL et al 1998, GOMES et al 2006).

Arte rupestre

A região possui sítios arqueológicos com cerca de 6.000 anos A.P. A ocorrência de inscrições e pinturas rupestres, fez com que o Parque virasse patrimônio arqueológico nacional pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional) (MARTIN, 1991; SILVA et al, 2008; SIGEP, 2010; MENDES, 2012). A beleza da paisagem em suas formações geológica e geomorfológicas, fez com que o Parna do Catimbau fosse indicado como geoparque nas categorias Ambiental, Geomorfológico e Arqueológico pela Unesco (SIGEP, 2010).

Registrados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, os sítios arqueológicos são definidos e protegidos pela Lei nº 3.924/61, sendo considerados bens patrimoniais da União. São considerados sítios arqueológicos as jazidas de qualquer natureza, origem ou finalidade, que representem testemunhos da cultura dos paleoameríndios; os sítios nos quais se encontram vestígios positivos de ocupação pelos paleomeríndios; os sítios identificados como cemitérios, sepulturas ou locais de pouso prolongado ou de aldeamento, depositários cerâmicos; e as inscrições rupestres ou locais e outros vestígios de atividade de paleoameríndios.

Fonte:

Governo do Estado de Pernambuco/Secretaria de Planejamento e Gestão Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco. Plano Diretor Participativo do munícipio de Buíque. Documento Técnico, vol. 01, Ed. Techne: engenheiros e consultores, dez/2010.

RODRIGUES. Natalício de Melo. Características Geológicas e Geomorfológica do Parque Nacional do Catimbau. GeoEstudos, 2014. Disponível em: http://natalgeo.blogspot.com/2013/07/localizacao-e-dimensaoterritorial.html. Acessado em: 03 de março de 2019.

Imagens: Paulo César Barmonte.