Dicionário Português-Tupi – Entidades Subversivas

  • Agnan, ahangá ou hipouchy aignen: o equivalente ao diabo do catolicismo.
  • Baetatá: coisa de fogo (o mesmo que boitatá) – espírito que vive perto do mar ou rios; facho cintilante que corria daqui para ali. Que acometia aos índios e os matavam. (provavelmente atrelado à visão de fogos fátuos).
  • Caapora: morador do mato; também chamado caipora (o mesmo curupira); entidade, espírito ou duende pirracentos protetor dos animais e da mata.
  • Ieropary, Jurupari ou Yurupari: o equivalente aos demônios do catolicismo. Antigo serviçal divino, expulso por Deus que passara a retardar as chuvas e incentivar a guerra entre os homens. Possuidor de animais invisíveis que soltariam gritos horríveis à noite; Espécie de ogro ou divindade de acordo com cada tribo (amazonense).
  • Kurupira: espécie de demônio das matas, protetor da flora e fauna.
  • Macachera: espírito das estradas que marcha adiante do viajador; os potiguares o viam como anunciante de boas novas, os tupinambás, os viam como inimigos da saúde humana.
  • Ypupiára: que moram na água – espíritos que matavam índios afogados, ao tentarem atravessar rios em suas canoas.

Referência:

  • METRAUX, Alfred. A religião dos tupinambás e suas relações com as das demais tribos tupi-guarani. Série 5ª. Brasiliana. Companhia Editora Nacional. Vol. 267. São Paulo. 1950. p. 430.