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As sesmarias dos Aranha Pacheco

As sesmarias dos Aranha Pacheco

As sesmarias deram origem a várias cidades do interior nordestino

Na região do semiárido, chamam atenção as sesmarias concedidas pelo governador André Vidal de Negreiros em 29 de dezembro de 1658 para Ambrósio Aranha, Antônio Fernandes Aranha, Cosme Brito Cação e Nicolau Aranha Pacheco – com vinte léguas em quatro – de terras próximo ao rio cabaços, divididas em dois lotes alternados – um no rio Ipanema e outro nos Campos dos Garanhuns.

As fontes das divisões das terras do período colonial até o presente momento, constituem um grande emaranhado difícil de desatar. Ainda é possível encontrar documentações de posses e doações de uma cidade nos cartórios de outras e isso dificulta qualquer investigação sobre a história dos municípios do Nordeste brasileiro. Há papéis notarias de Cimbres em Garanhuns e Tacaratu, de Flores e Pilão Arcado em Serra Talhada, assim como de Águas Belas em Buíque e Penedo. Não estando juntas, as sesmarias eram tomadas em partes ou nas sobras de outras datações até que se completassem as vinte léguas.

Outras sesmarias foram concedidas pelo mesmo governador a Nicolau Aranha e Ambrósio de Faria, ao Norte do rio dos Cabaços – às cabeceiras do Sargento mor Damião da Rocha e o capitão Francisco de Brá. Sobre os Campos do Ipanema e Garanhuns – quando não encontradas juntas ou nas partes referidas, eram tomadas onde fossem devolutas ou por sobras de datas anteriores.

Em 02 de dezembro de 1659, fora acrescida mais uma sesmaria em 10 léguas (48,2 km) em quadro, com limite as terras de Garanhuns. Alguns territórios foram apropriados em grande dimensão, a ponto de serem maiores que alguns dos atuais estados de Pernambuco sem que fossem seguidas as obstenções regidas pela lei e pela prática.

As sesmarias dos Aranha Pacheco, incluía as terras de Angelim, Brejão, Caetés, Garanhuns, Palmeirinha, Paranatama, Saloá, São João, Teresinha e já no sertão do Ipanema: Águas Belas, Buíque e Pedra.

Em 1697, aparecem as providências de estabelecer limite acerca da extensão do solo. Quando ordenou=se que apenas fossem doadas sesmarias de 3 légua por 1 de largura (em quilômetros, o mesmo que 14,4km x 4,8km).

Boa parte das terras dos Aranhas nos Campos de Buíque, destinaram-se a práticas agrícolas e pastoreio. A fazenda da lagoa, uma das que possui maior destaque – fora herdada por Pedro Aranha Pacheco. Após sua morte, a viúva Maria da Rocha vendeu as terras aos irmãos Félix Paes de Azevedo e Nicácio Pereira Falcão, a 19 de novembro de 1716.

Em 1753, logo após o falecimento de Nicácio Pereira. Félix Paes de Azevedo, doou metade das terras aos sobrinhos Julião de Matos Garcês e Francisca dos Prazeres – a outra metade foi recomendada à doação de mil braças quadradas que deveriam compor o patrimônio da capela de São Félix de Cantalice que, na época, encontrava-se em construção.

Fontes:

CAVALCANTI, Orlando. Terra dos Aranha. Diario de Pernambuco. Primeiro caderno, sábado, 16 de dez. 1967.

ASSIS, Virgínia Maria Almoêdo de. e ACYOLE, Vera Lúcia Costa. Buíque: Uma história preservada. 2004.

Sobre o autor

Publicitário e pesquisador da história buiquense, interessado em artes plásticas, natureza e turismo de aventura.

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