A preguiça-gigante de Buíque

A preguiça-gigante de Buíque

O Museu de Buíque guarda entre outros resquícios primitivos o fóssil de um animal encontrado no sítio Charco em 2009, na propriedade do Sr. José Pereira Sobrinho, conhecido como Noel Patrício. A ossada provavelmente pertence a uma preguiça-gigante – um dos ícones da megafauna brasileira que viveu há 8 ou 10 mil anos.

O Megatherium (megatherium americanum), cujo significado é “besta gigante da américa”, é uma espécie nativa das américas do Norte e Sul que teria surgido no período Mioceno (há 17 milhões de anos) e tem parentesco próximo das preguiças e tamanduás atuais. A espécie era abundante no período pleistoceno (quando um grupo de mamíferos apresentava tamanhos agigantados). O animal chegava a medir cerca de 4 metros e pesava 4 toneladas quando adulto. Tinha garras grandes e fortes – úteis para coleta de alimento ou para a própria defesa contra predadores. Era herbívoro; vivia no chão e passava o dia comendo folhas de árvores e arbustos, apoiado sobre as laterais dos pés e não nas solas devido o comprimento das unhas que o impedia de manter as patas retas no solo. Há suposições no meio científico de que o animal tivera uma língua preênsil e alongada, semelhante a do tamanduá.

O colosso das américas foi extinto pelo maior de seus predadores – o homo sapiens. A vulnerabilidade do animal diante do homem e a oferta de grande quantidade de carne e couro para confecção de vestimentas fazia da preguiça-gigante uma das presas mais atraentes do mundo primitivo.

Sobre o autor

Publicitário, fascinado por ecoturismo, turismo de aventura, natureza, música e pintura.

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